• Postado por Tiago

O bate-coxa feião fica em pleno centro da cidade

Na casa de Silvana Mara Souza Pereira, 32 anos, o que não falta é remédio pra dor de cabeça. A caixa de uma loja de confecções, que mora num prédio encostadinho ao restaurante do Ceará, na rua Tijucas, centro de Itajaí, diz que nos últimos dois meses todos os dias de manhã é a mesma coisa: cabeça quase explodindo por conta da incomodação da madrugada. ?Eu não sei mais o que é dormir sossegada. Não tem um dia que eu não sofra com o barulho dos frequentadores e do próprio restaurante?, relata.

A reclamação de Silvana é a mesma de uma dona de casa que mora na rua Almirante Barroso, praticamente nos fundos do restaurante. A mulher, de 53 anos, prefere não se identificar com medo dos clientes do Ceará que, diz ela, não seriam lá gente muito boa. ?Eu sei que existem exceções, mas eu já vi cada coisa ali. Mulher se esfregando em homem, briga e até tiro?, conta a tiazinha.

As duas moradoras dizem que de uns meses pra cá o som ao vivo tá passando dos limites. Afirmam que todos os dias tem bate-coxa no local e as cantorias varam a madrugada, até mesmo nos dias de semana. ?Você pode passar aqui de madrugada numa segunda-feira, que vai encontrar gente no restaurante?, falou Silvana.

O pedincho da vizinhança é uma atençãozinha especial no local por parte da prefa, pra averiguar o volume do som, e também da polícia militar, por conta da muvuca que com frequência rola por lá.

Na tarde de ontem, o DIARINHO telefonou pro restaurante, mas não encontrou Severino Farias Queiroz Neto, o Ceará. Um funcionário disse que o dono do restaurante estava no Kubanacan, no bairro Cordeiros, balança-teta que também é dele. No clube, Ceará também não foi encontrado e o seu celular deu sinal de desligado.

Famai vai bizolhar a sonzeira

Anderson Furlan, da fundação do meio ambiente peixeira (Famai), disse que nos últimos três meses não foram feitas denúncias contra o Ceará, mas vai mandar os fiscais ao restaurante. ?Nós vamos fazer a medição sonora com o decibelímetro e verificar a questão do isolamento acústico, além dos alvarás?, avisou.

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