• Postado por Tiago

Com a psicóloga Taísa Cassol

Todos sabem que para sobreviver precisamos muito da comunicação, seja qual for a forma como fazemos isso. No trabalho não é diferente, saber comunicar-se com os colegas, chefes, subordinados, clientes é fundamental. Cada vez mais valoriza-se o profissional que sabe se comunicar, seja por e-mail, telefone, pessoalmente, através de libras ou simplesmente dos sinais corporais.

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A comunicação pode ser responsável pelo sucesso de uma equipe, de um projeto, de um planejamento de carreira, mas também pelas dúvidas, intrigas e atritos causados pela não conclusão de tarefas mal delegadas ou explicadas.

No trabalho devemos estar conscientes de que determinados hábitos que estamos acostumados a utilizar em nossos contatos pessoais devem ser evitados, tais como gírias, palavras abreviadas nos e-mails, palavrões e gestos excessivos.

Além disso, é importante estar atento ao tom de voz, timbre, falar muito alto ou muito baixo, muito rápido ou muito devagar não é o ideal. Deve-se falar em tom suficiente para que a pessoa possa ouvir sem esforço e com velocidade suficiente para que a pessoa possa acompanhar o raciocínio.

No ambiente de trabalho também é fundamental ser sempre claro e objetivo, as pessoas não tem tempo a perder com divagações e voltas que não levam a nada.

A forma como nos expressamos e gesticulamos também é parte fundamental para uma comunicação eficaz. Deve-se mostrar firmeza e segurança do que está sendo dito, se não estiver seguro é melhor não falar. Ficar olhando para o chão, para os lados ou para cima é sinal de desrespeito com quem se está falando.

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Para comunicar-se bem é fundamental saber ouvir, analisar o que está sendo dito antes de responder qualquer coisa. Quando se responde no impulso corre-se um sério risco de falar besteira, principalmente quando a conversa anda por caminhos conturbados em que as partes estão alteradas. É necessário saber o momento oportuno de falar.

Perceber se está agradando e colocar-se no lugar do outro são também fatores fundamentais para uma comunicação eficaz.

Enfim, o mais importante de tudo é usar o bom senso e saber ouvir, avaliar, se expressar sempre de maneira respeitosa e no momento mais oportuno.

P.S.G., 20 anos – Trabalho como atendente de telemarketing há seis meses em uma empresa que recebe muitas reclamações, pois muitas coisas não funcionam de maneira adequada. As outras pessoas que trabalham comigo ouvem as ofensas que os clientes nos repassam ao telefone, ficam chateadas no momento, mas esquecem e deixam para trás assim que saem da empresa ou mesmo antes, minutos depois de desligarem o telefone. Comigo não é assim, fico extremamente chateada e abalada quando um cliente me trata mal ou me ofende, principalmente porque em 99,9% das vezes a culpa do problema dele não é minha. Chego em casa todos os dias muito chateada e triste. Pensei em largar o emprego, mas todos dizem que com o tempo vou me acostumar. Mas vejo os meses passando e não me acostumo. Como posso fazer para não ficar tão abalada com as ofensas dos clientes?

Taísa – Para algumas pessoas é mais fácil e para outras mais difícil não levar as reclamações e ofensas de clientes para o lado pessoal. Algumas pessoas são mais sensíveis, como é o seu caso. A palavra de ordem para quem trabalha em setores de reclamação é nunca, jamais, encarar as ofensas como pessoal, como se o cliente estivesse realmente lhe criticando. Lembre-se sempre que o atendente é a porta de entrada da empresa, muitas vezes é a única pessoa com quem ele consegue falar e desabafar sua indignação. Coloque-se no lugar do seu cliente e tente ver como você se sentiria se estivesse no lugar dele? Não teria vontade de xingar qualquer pessoa que lhe atendesse na empresa? De qualquer forma, essas são algumas dicas para você refletir e tentar superar esse desafio. Percebo que ir trabalhar tem sido quase que um tormento para você e devido a isso talvez seja realmente a hora de procurar outro emprego, que lhe traga mais satisfação e bem estar.

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