• Postado por Tiago

Com a psicóloga Taísa Cassol

Quando você é admitido numa empresa, fica a par das tarefas que terá que cumprir e das necessidades que a firma precisa que você dê conta de suprir. São esclarecidas as suas obrigações e é necessário ter bom senso, para estar disponível para coisas extraordinárias que possam surgir e que a empresa pode precisar que você faça. Como ressaltamos na coluna da semana passada, é importante estar disponível para ajudar a empresa quando necessário, só não pode virar rotina o trabalho excessivo.

Um problema acontece quando as empresas começam a confundir a disponibilidade, boa vontade e pró-atividade de um colaborador com exploração e passam a abusar do funcionário. A situação começa a ficar complicada, pois o trabalhador muitas vezes não consegue dizer que não poderá ficar e quando o faz, fica aquele clima desagradável na empresa. A disponibilidade fora de horário ou de fazer algo que não faz parte das suas atribuições começa a ser confundida com obrigação e quando o colaborador se dá conta, está trabalhando muito mais horas, num ritmo muito mais acelerado e fazendo tarefas que não seriam parte do seu trabalho.

É preciso ter cuidado para que isso não aconteça, pois a tendência é que ambos, colaborador e empregador, percam. É provável que chegue o momento em que a situação se torne insustentável e o vínculo empregatício acabará. A empresa poderá perder um excelente funcionário e este pode perder um excelente emprego. E tudo isso se deve a dificuldade em impor limites e obedecê-los.

Se isso acontece com você, procure impor limites. Vá aos poucos mostrando o que é e o que não é obrigação. Não deixe de ser um profissional cooperativo, mas não torne a cooperação e a sua boa vontade em ajudar a empresa um hábito. Imponha seus limites, esclareça o que pode e o que não pode fazer.

Se você é chefe, observe seu comportamento, perceba se não está agindo dessa forma com seus subordinados. Mantenha sempre o equilíbrio e o bom senso na hora de pedir as coisas a seus colaboradores.

Bom senso é a palavra de ordem nesses casos.

Taísa da Silva Cassol é psicóloga clínica e organizacional – CRP 12/06288

[taisapsico@gmail.com]

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