• Postado por Tiago

Aguaceiro fica empoçado entre as jaulas e visitante reclama da fedentina

A bicharada que mora no zoo Ciro Gevaerd, no parque da Santur, tá dividindo espaço com lagoas de água parada e fedida. Pra comerciante Rosemar Pinto Leal, 37 anos, que levou o filhote de seis anos pra ver os bichinhos, tá rolando um baita descaso com os animais. ?Fiquei bem chocada com o que vi. Fica até feio pro município?, lasca.

O aguaceiro acumula principalmente entre as jaulas das aves, onde tem piscinas pra que o povão não ultrapasse a área permitida e não coloque os dedos pra dentro das grades. Como a água fica parada, acaba criando limo. Pra ajudar, ainda tem visitantes espíritos-de-porco que jogam lixo por ali. ?É água muito podre?, diz Rosemar.

Injuriada, ela conta que no dia em que visitou o zoo deu de cara com um burrinho que tava com a pata machucada. ?Era uma coisa horrível, a pata tava sangrando, a gente via que o animalzinho tava sofrendo?, afirma. A comerciante diz que seu filho estranhou quando viu o animal dodói. ?Ele perguntou: mãe, aqui não é lugar pra cuidar dos bichos??, relata.

Pra completar, a mulher diz que não conseguiu fazer todo o passeio porque o cheiro dentro do aquário tava insuportável. ?Meu marido conseguiu ficar, mas eu não. Chegou a me embrulhar o estômago?, lasca.

Rosemar afirma que ouviu muita gente reclamar do estado do zoo. ?O pessoal comentava que tava muito desleixado. Em outros lugares tem mais vida. Se eles cobram pra entrar, pra onde tá indo esse dinheiro??, questiona.

A bióloga Márcia Achutti, que faz parte do Instituto Catarinense de Conservação da Fauna e Flora (Icco), entidade que cuida do parque, garante que não tem nada de errado por ali. ?Dois finais de semana tivemos um movimento grande, mais de mil pessoas, e não tivemos nenhuma reclamação?, disse.

Ela confirmou que um dos burrinhos do zoo tava mesmo machucado, mas garantiu que foram tomados todos os cuidados necessários com o animal. ?A veterinária que o examinou disse que era um ferimento superficial. Provavelmente ele se bateu e esfolou a pata. Foi aplicado cicatrizante e a ferida tinha que ficar aberta?, relatou.

Márcia negou que o aquário do parque esteja fedido. ?O cheiro pode ter vindo das aves que tão ali perto, que se alimentam de peixes, ou mesmo das lagoas de decantação da Emasa, que ficam no Nova Esperança?, disse.

Questionada sobre a água parada junto das jaulas, a bióloga afirmou que não tem problema nenhum por ali. ?A água não fica ali o tempo todo, é renovada. É que choveu bastante nos últimos dias e tá bem cheio?, diz Márcia.

A agente do programa de combate à dengue na Maravilha do Atlântico, Luciane de Jesus, contou que os barnabés passam pelo zoo toda semana, pra garantir que o local não vire berçário do mosquito da dengue. ?Temos armadilhas lá, que são verificadas sempre. Não tem perigo de proliferação?, garantiu.

Pra lá e pra cá

Há dois anos, o parque Cyro Gevaerd tava mal das pernas e a Santur resolveu silivrar da bicharada, mandando todos pro zoo de Pomerode. Na época, bagrões do Balneário armaram um berreiro e os animais ficaram no município, aos cuidados da ong Icco. Hoje o zoológico tem mais de 1,2 mil animais, entre mamíferos, répteis e primatas, e sobrevive da renda da bilheteria.

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