• Postado por Tiago

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Segredo é levar quem não bebe junto com a galera

Comerciantes de Cabeçudas e Atalaia tão achando que a ?Operação Verão?, da Codetran nas praias, vai miar o movimento durante a temporada. Além da galera não poder beber por causa dos testes com bafômetro, a preocupação dos comerciantes tá no movimento das carangas, que já é um caos sem as barreiras. O chefão da Codetran, José Alvercino Ferreira, disse que a Codetran vai cumprir a lei a qualquer custo e que o importante é garantir a segurança. ?Itajaí não é terra de ninguém?, lascou.

A Codetran anunciou nesta semana que, a partir de hoje, colocará em prática a ?Operação Verão?, com barreiras nas saídas de praias da cidade que, além de dar um confere nos documentos dos motoras, vai obrigá-los a soprar o canudinho do bafômetro. O anúncio aconteceu alguns dias depois de três malacabados atacarem dois guardinhas na Atalaia, no feriado de Finados.

Dóris Reiser, dona de um restaurante em Cabeçudas, afirma que mais de 90% dos clientes do restaurante consomem um goró, mas reconhece a importância da barreira pra impedir motoristas bebuns de fazer bobagem. Pra ela, a maior preocupação fica mesmo por conta do trânsito que é muito intenso quando o sol aparece. Dóris diz que desde que a Lei Seca começou, o comportamento dos clientes já tá mudando e muita gente sai em grupo e escolhe uma pessoa pra deixar no ?castigo?, ou seja, não beber e levar todo mundo seguro pra casa.

Já o comerciante Kao Müller, que tem um restaurante na Atalaia, acha que a operação é uma represália da Codetran por causa da sova que os guardinhas tomaram no dia de Finados. Kao diz que o trânsito na praia já é complicado e que a barreira vai intimidar a turistada. Além disso, Kao lascou o pau na operação porque, segundo ele, quem deveria ser punido eram os malacos que fizeram a confusão no final de semana e não o setor turístico de Itajaí. Pra ele, na Atalaia já não tem estacionamento, a via é de mão dupla e no verão é complicado trafegar naquela região. ?Eles deveriam punir os responsáveis por aquele caso e se for pra fiscalizar, então que sejam feitas barreiras na cidade inteira e não todas aqui nas praias?, disse Kao.

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