• Postado por Tiago

Competentes e gostosonas, as peixeiras Nadine Bastos e Maíra Labes tão com tudo no cenário do futebol catarinense. Auxiliares dos jogos das estrelas de Zico, no Maracanã, e de Diego Tardelli, em Cambu, elas tentam agora entrar pro quadro masculino da CBF

Nem mesmo um erro cometido no jogo entre Metropolitano e Atlético de Ibirama, quando anulou, confirmou e anulou novamente um gol dos alemons, no último Catarinão, manchou o ano da bandeirinha Maíra Labes. Junto com Nadine Bastos, também auxiliar do quadro da federação Catarinense de Futebol (FCF), ela vem mandando bem no futebol barriga-verde. As duas fizeram um bom trabalho às margens do campo em 2009, e também se destacam pela beleza que deixa torcedores e jogadores de boca aberta.

Presentes em vários jogos da divisão principal e da especial do Catarinense no ano passado, Nadine, de 27 anos, e Maíra, 21, chamaram a atenção fora da Santa & Bela recentemente. Indicadas pelo árbitro carioca Wagner Tardelli, filiado à FCF, e pela própria federação, elas foram bandeirinhas do jogo das estrelas promovido por Zico, no final de dezembro, no Maracanã. “Foi muito emocionante. Qualquer árbitro quer trabalhar no Maracanã. Não esperava um público grande, é até um incentivo pra gente”, conta Maíra, a mais baixinha da dupla.

Pra quem tá começando na carreira, anotar impedimento de craques como Adriano e Romário não foi nada ruim. “Foi um presente pra gente, é bom pro nosso currículo”, destaca Maíra.

Um pouco mais experiente, Nadine lembra do peso de trabalhar num jogo com Zico, mesmo que festivo. “Foi uma experiência diferente, vimos a importância que o Zico tem pra população. Não tem palavras pra descrever a emoção de estar lá dentro”, fala. As duas também trabalharam recentemente no jogo das estrelas de Diego Tardelli, em Camboriú, no estádio Robertão.

Jogos importantes

Deixando claro que os amistosos são importantes, mas não tão essenciais pra carreira, as duas já viveram alguns grandes momentos com a bandeira na mão. Pra Nadine, rolou até fazer um baita clássico do futebol brasileiro, Ceará e Fortaleza, pela semifinal do primeiro turno do Cearense. “Foi o mais importante que tive em termos de resultado”, lembra.

Juntas, tiveram a moral de trabalhar na decisão do Catarininha, entre Juventus e Imbituba. “Foi um ano bem legal. Trabalhamos bastante na primeira divisão e nas outras divisões também, porque o que importa é a experiência”, garante Maíra.

Elas querem os homens

Já integrantes do quadro feminino da CBF, as duas vão, em breve, fazer os testes pra entrar pro quadro masculino da entidade. Em 2009 elas tentaram, mas não tiveram sucesso. “Não é tão fácil assim. O teste do feminino é diferenciado do masculino”, diz Maíra, que quer mais. “O sonho é a Fifa. Um dia a gente chega lá”.

Sobrinha de Delfim Pádua Peixoto Filho, presidente da FCF, Maíra jura que o fato não interfere no seu trabalho. “Cada um tem alguém que ajuda em algum lugar. Ele me incentiva muito”.

Nada de Playboy

Gostosonas até mesmo no uniforme de bandeirinha, as duas recebem muitos elogios dos marmanjos de plantão, mas garantem só pensar no futebol. “O comentário é sempre bom, os homens gostam, mas a beleza fica em segundo plano. Não é porque estamos no futebol que queremos posar na Playboy”, lasca Maíra.

Já Nadine, que também descarta ficar nua nas revistas – fato que rolou com a bandeirinha Ana Paula de Oliveira –, espera que não estejam sendo escaladas por causa da beleza. “Espero que não seja. Claro que as pessoas falam, mas em relação à escala, não. Espero que seja porque a gente esteja trabalhando bem”, detona Nadine, que pensa em, um dia, ser árbitra principal.

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