• Postado por Tiago

Mais calminho, o prefeito dengo-dengo Roberto Carlos de Souza (PSDB) concedeu entrevista ao jornalista Fernando Alécio sobre o perrengue da Via Portuária, a manifestação de quarta-feira e seu primeiro ano de governo.

DIARINHO – O senhor ficou bastante nervoso com a negativa do governador em repassar mais dinheiro para as desapropriações da Via Portuária…

Roberto – Desde que assumi temos feito tratativas e devo dizer que o deputado João Matos (PMDB) tem se esforçado muito em ajudar nesta questão, mas eu estranho o seguinte: como é que o governador vem com uma posição totalmente diferenciada daquilo que estávamos conversando até então? Ele jogou um balde de água fria sem tamanho. Ele lavou as mãos e deixou a responsabilidade total para nós. Aí não dá…

DIARINHO – O senhor anunciou uma manifestação contra a postura do governador, quarta-feira. Acredita que vai conseguir mobilizar a população?

Roberto – Quarta-feira, às 10h, no quilômetro 3, em frente a Casa da Criança, na BR-470. Estamos mobilizando a comunidade, vamos colocar som na rua, a imprensa está divulgando. A gente espera uma grande mobilização de Navegantes, até porque todos sabem da importância desta obra e quanto a população está insatisfeita. Além da questão do transito, nós temos uma questão de segurança que envolve a vida do ciclista, das crianças e dos idosos que circulam naquela região. É bastante complicado.

DIARINHO – Além desta manifestação, o que o senhor pretende fazer para tentar reverter a decisão do governador?

Roberto – Nós vamos fazer a manifestação aqui e esperamos que o governador mude de posição. Caso contrário, vamos mobilizar a população para ir até Florianópolis. Vamos na Assembleia Legislativa, vamos na frente do palácio, vamos lutar para que a obra continue. Se a gente perceber que não há apelo que consiga sensibilizar o governo do Estado, vamos buscar outros caminhos, que poderia ser uma parceria com o governo federal.

DIARINHO – Como tucano, o senhor acredita que caso o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) de fato assuma o governo do Estado, a situação pode tomar outro rumo?

Roberto – O Leonel Pavan assumindo o governo, a gente espera que tenha outra posição em relação a esta questão.

DIARINHO – O senhor disse que uma alternativa seria procurar o governo federal. Já iniciou estas tratativas?

Roberto – No dia em que houve o problema com o governador, estavam presentes alguns representantes do PT e eu disse a eles ‘olha, se não é possível através do governo do Estado, vamos ver se através do governo federal se consegue alguma coisa’. Até porque a BR-470 não começa no quilômetro zero, começa no quilômetro dois. Então, poderíamos tentar colocar a Via Portuária como continuidade da BR-470. Veremos o que é possível fazer.

DIARINHO – Segundo o governador, tudo isto poderia ter sido evitado se a administração municipal anterior tivesse feito as desapropriações com maior rapidez…

Roberto – O governador Luiz Henrique tem tentado jogar toda a culpa em cima do prefeito anterior, o Moacir, o Ci, mas na verdade o governo do Estado também tem sua culpa. Quando foi feito o levantamento, entre 2005 e 2006, os valores eram aqueles R$ 7 milhões. Só que quando o governo passou a primeira parcela o valor já não era mais R$ 7 milhões. Esse valor já tinha aumentado porque houve uma valorização imobiliária muito grande na cidade em função do porto. O governo do Estado também tem sua culpa porque demorou muito para repassar os valores.

DIARINHO – Mas o problema na prestação de contas foi um dos fatos que contribuíram para o atraso…

Roberto – É claro que depois com aquela questão toda da prestação de contas atrasou ainda mais. Mas mesmo se o ex-prefeito Ci tivesse feito tudo de forma correta, ainda assim teria faltado dinheiro para fazer as desapropriações.

DIARINHO – Ao longo do ano, houve várias mudanças no seu secretariado, inclusive a saída do Vinício Bortolatto. Por que mexeu tanto na equipe de governo?

Roberto – Em relação ao caso específico do Vinício, ele saiu por motivação pessoal, porque precisava cuidar melhor de sua empresa. A gente pediu para que ele não saísse, mas infelizmente ele não teve como ficar. Em relação aos outros casos, eu tenho a postura de cobrança em relação aos secretários e todos que trabalham conosco. Tem que render, produzir, mostrar serviço. Qualquer secretário que não consiga fazer isso, automaticamente será desligado da nossa equipe.

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