• Postado por Tiago

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Por terra, salva-vidas dão um duro desgraçado pra controlar os banhistas

A morte por afogamento da menina Jéssica dos Santos Meurer, 13 anos, no segundo dia de 2010, traz à tona o problema da falta de guarda-vidas nas praias de Floripa. A pequena tomava banho na praia do Campeche, região sul da ilha, quando foi arrastada por uma corrente. O corpo só foi encontrado um dia depois. Pra tentar evitar esse tipo de tragédia, os bombeiros vão alugar um helicóptero pra patrulhar a orla na temporada de verão.

As estatísticas dos bombeiros não são nada animadoras. No ano passado, duas pessoas morreram afogadas em Floripa durante a temporada. Esse é o mesmo número de pessoas que já morreram afogadas na Ilha, antes mesmo do ano completar seus 15 dias. Os dados mostram que os 200 guarda-vidas que trabalham na cidade são insuficientes para cobrir as 42 praias da capital.

A praia que mais tem guarda-vidas é a dos Ingleses, onde 22 vermelhinhos trabalham por turno. As praias da Brava e Santinho, também no norte da Ilha, têm 12 homens por turno. As badaladas Joaquina e Mole, na zona leste, têm somente oito guarda-vidas. Em pelo menos três praias não há quem cuide da vida dos veranistas, como é o caso do Pântano do Sul, Daniela e Moçambique ? maior extensão de areia da ilha.

Pra que a praia fosse realmente segura e os mais assanhadinhos pudessem até arriscar mergulhos em águas não autorizadas, seria necessário um bombeiro de prontidão a cada 500 metros. Como isso não rola, um helicóptero promete ajudar no serviço de busca e salvamento durante a temporada de verão. José Cordeiro Neto, subcomandante da corporação, informa que o equipamento será alugado e ajudará a turma a cuidar da costa da Santa & Bela. ?Eles irão ajudar na remoção de vítimas e também a controlar as pessoas que costumeiramente se aventuram mar a dentro?, conta.

Falta atenção

O comandante dos bombeiros manezinho, Evandro Gevaerd, diz que as pessoas não costumam atender às indicações dos guarda-vidas, o que, na visão dele, agrava a falta de pessoal nas praias. ?As pessoas têm que compreender que não há regras para não se afogar. Hoje um trecho da praia pode não representar riscos, mas amanhã o mar pode estar diferente. As pessoas têm que agir com prudência?, orienta. Os vermelhinhos pedem aos banhistas que observem as bandeiras antes de entrar no mar e evitem tomar banho onde tem bandeira vermelha, que indica o perigo, ou quando o mar estiver muito agitado.

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