• Postado por Tiago

Desde o dia 1º de junho os dengo-dengos que querem dar entrada na papelada do seguro desemprego têm que se dirigir até o Sine de Itajaí ou ao Ministério do Trabalho pra conseguir o benefício. O entrave é devido a pendenga que rola entre Embratel e Brasil Telecom, responsáveis pelo sistema do Sine. Quem paga o pato pelo desrespeito das empresas são os funcionários do Sine de Navega, que têm que aguentar o reclame da população e ainda se virar para cadastrar sem o sistema as vagas de emprego. Na segunda-feira o chefão do Sine em Floripa, Rodrigo Minotto, tem reunião marcada com a Embratel para ver se resolve logo o problema.

Tudo começou quando a agência do Sine de Navegantes resolveu mudar de endereço. O pedido para a transferência do sistema para o novo local foi feito antecipadamente à central do Sine em Floripa no dia 17 de março. A mudança de endereço era pra rolar em maio. O pessoal do Sine esperou pela instalação até o final de maio, e, cansados de esperar, se mudou no dia 1º de junho. A gerente do Sine de Navega, Gisele Serafim, conta que o pessoal da Embratel tá enrolando. O desrespeito é tamanho que, quando o Sine liga pra reclamar, a empresa estabelece outra data e não cumpre o serviço. Segundo Gisele, os funcionários da Embratel alegam que o serviço é terceirizado através da Brasil Telecom. As empresas teriam se desentendido e o Sine de Navega ficou chupando o dedo.

Dois sistemas do Sine estão inoperantes. Um é o Datamec, que serve para consultar a situação do trabalhador quando este pede o seguro desemprego, o outro é o Sigae, que funciona como um cadastro das vagas disponíveis para empregos no município. No caso do seguro desemprego, os trabalhadores são encaminhados á Itajaí e fazer o pedido do benefício no Sine da city vizinha ou no Ministério do Trabalho. Já o cadastro de empresas e pessoas que procuram empregos tá sendo feito manualmente, o que causa um baita trabalho para os funcionários. A emissão de carteiras de trabalho não foi prejudicada com a falta do sistema, já que são feitas pelo Ministério do Trabalho em Blumenau.

O DIARINHO ligou para a assessoria de imprensa da Embratel em São Paulo. A assessora ficou de enviar um parecer na mesma tarde, mas até o fechamento desta edição nada foi encaminhado.

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