• Postado por Tiago

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Itapema espera a melhor temporada dos últimos cinco anos

Uma peleia entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores no comércio pode acabar sobrando pra turistada que for às praias de Itapema, Porto Belo e Bombinhas. A direção das duas entidades não chegou a um acordo sobre o trabalho nos feriados e há o risco das lojas ficarem com suas portas fechadas justamente nos dias em que aumenta o número de turistas naquela região. A direção do sindicato patronal pediu na justiça uma liminar para poder trampar em feriados.

O acordo coletivo firmado entre patrões e empregadores deveria ter sido assinado em 1º de novembro. ?Mas não foi possível uma negociação e por isso fomos para o dissídio?, diz Vera Lúcia Meurer, presidente do sindicato dos trabalhadores. Dissídio é quando as duas partes tão bicadas entre si e quem vai decidir a situação é a dona justa do trabalho.

O bicho pega, principalmente, na abertura do comércio durante os feriados. Em Itapema são 13 dias de folgação, Porto Belo nove e Bombinhas 11.

Vilmar Medeiros, presidente do sindicato patronal, alega que a entidade fez uma pesquisa com os funcionários no comércio de Itapema e que 95% dos trabalhadores querem trampar nos feriados. ?Só que aqui em Itapema, essa cabeça dura não aceita?, espeta, referindo-se à presidente do sindicato dos comerciários.

O empresário garante que os feriados em Itapema, Bombinhas e Porto Belo são muito mais benéficos ao trabalhador do que em Balneário Camboriú, meca do turismo no sul do país. Além de 100% da hora extra, diz que os patrões ainda oferecem um dia de folga. Isso, sem contar a grana que ganham com a comissão nas vendas. Na cidade vizinha, os comerciários recebem apenas 30 pilas a mais por dia de serviço.

Vera Meurer rebate acusando o empresário de querer aprovar na convenção coletiva o banco de horas. ?No verão todo mundo quer ganhar mais, inclusive o trabalhador. Se aprovar o banco de horas, não haverá vantagens, pois ao invés de hora extra o comerciário vai ganhar folgas?, explica.

O sindicato dos trabalhadores pede ainda um reajuste de salários de 7%. São 4,12% referente à recomposição da inflação mais 2,88% de aumento real. Juntas, as três cidades têm na baixa temporada aproximadamente três mil trabalhadores no comércio. O número dobra durante o verão.

A presidente do sindicato dos trabalhadores sigaba dizendo que já fechou acordos individuais com 50 empresários sobre a não abertura nos feriados. Vilmar admite o racha entre os patrões, mas diz que o número é muito pequeno para um universo de três mil comércios.

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