• Postado por Tiago

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Presos esconderam terra do túnel em cobertores

A coisa tá feia no cadeião peixeiro. Depois da tentativa de fuga frustrada, quando os agentes encontraram um túnel de seis metros que tava sendo cavado na galeria D, no final da tarde do sábado, os presos começaram uma mini-rebelião. Os bandidos partiram pra cima de dois presos, que acabaram no hospital Marieta Konder Bornhausen de tanto apanhar. O diretor do presídio, Maurílio Antônio da Silva, explica que os presos que apanharam podem ser transferidos ainda hoje.

Era mais ou menos 17h45 da tarde de sábado quando os milicos foram chamados no cadeião pra conter uma mini-rebelião. Policiais do pelotão de patrulhamento Tático de Balneário também pintaram no cadeião pra baixar o ânimo dos presos. O princípio de rebelião só foi controlado à meia-noite.

Claudinei Souza, 19 anos, que tava preso por tráfico de drogas, e Mateus do Nascimento Júlio, 20, preso por roubo, foram levados pro Marieta pelos vermelhinhos. O primeiro levou oito pontos na cachola e Mateus tava tão machucado que começou a botar sangue pelo ouvido. A dupla foi medicada e devolvida ao cadeião.

Até à noite de ontem, eles tavam na enfermaria do cadeião. Como o administrador não apareceu no presídio na noite de sábado, disse que só vai se inteirar mais sobre o assunto hoje. Maurílio acredita que os presos tavam brigando pelo poder da Galeria D, mas não considera o fato como uma rebelião.

Tentativa de fuga

Uma operação pente-fino realizada no cadeião peixeiro na noite de sexta-feira encontrou oito celulares, cinco carregadores, dois controles de Playstation, uma balança, quatro barras de ferro, três espetos, três facas caseiras, garfos, colheres, um ventilador e um rabicho de luz. A ação foi feita das 20h30 de sexta-feira até 1h de sábado por cerca de 100 policiais militares, agentes prisionais e equipe do departamento de Administração Prisional (Deap), após a descoberta de uma tentativa de fuga em massa.

Depois da operação pente-fino, os seis detentos da cela 15 da ala D foram transferidos. Emerson Rodrigues da Silva e Joel de Quadros da Silva foram para Rio do Sul. Éderson Consorte e Everaldo Ribeiro de Lima tomaram rumo para Blumenau. Rudney Ribeiro Gonçalves e Wagner Oscar Porcatt foram levados para Joinville.

Os detentos pretendiam ganhar as ruas por um túnel cavado na cela 15, onde ficavam seis presos, e tinha cerca de 1,5 metro de profundidade e seis metros de extensão. O túnel passava por baixo da ala do seguro, que é onde ficam os presos de castigo, e saía atrás do cadeião, dando acesso ao morro do Matadouro. Pra facilitar a fuga, os presos serraram as grades das celas, fazendo uma espécie de corredor que ligava a galeria B e C até a cela 15 da galeria D, onde tava o buraco. Ao todo, 560 dos 682 presos tinham acesso ao túnel, mas não tiveram tempo de fugir. Com a transferência, 658 presos dividem o espaço construído para abrigar 198 detentos.

O diretor do presídio, Maurílio Antônio da Silva, explicou que se o túnel não fosse descoberto poderia ter rolado uma fuga em massa. A traquinagem foi descoberta no meio da tarde de sexta-feira, quando a administração recebeu a dica. O departamento de Administração Prisional (Deap) enviou agentes de Blumenau, Joinville, Brusque e Floripa pra ajudar na operação. A administração do presídio acredita que o túnel tava sendo cavado fazia pelo menos 10 dias. A demora em encontrar o túnel pode ter ocorrido porque atualmente só três agentes prisionais são responsáveis por cuidar dos detentos. Pra não dar bandeira, os presos escondiam a terra dentro de cobertores, espalhada embaixo dos colchões de todas as galerias. Os bandidos chegaram a costurar uma espécie de pufe, que tava recheado de terra.

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