• Postado por Tiago

A leitora N.P., 30 anos, tá cocuda com o modo como os comércios de Navegantes armazenam os botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha. N. é nova na cidade e diz que onde morava os comerciantes não tinham este descaso com a segurança do povão.

Em Navega, ela se espanta ao ver os bujões encostados nas paredes e empilhados em enormes fileiras, além de em muitos lugares manterem o vasilhame dentro do próprio mercado sem nenhuma medida de segurança. A dona de casa já bizolhou isso no Jardim Paranaense, nos Machados e até no centro.

Sidney Corrêa, chefe de fiscalização da prefa, diz que não existe um serviço próprio da administração municipal pra fiscalizar esse tipo de situação. Explica que para conseguir um alvará de funcionamento o comércio tem que passar pela aprovação dos bombeiros. “A prefeitura só expede alvará junto com o alvará dos bombeiros”, afirma.

O chefe da sessão de atividades técnicas dos bombeiros militares de Navega, sargento Wancarlos Wolinger Corsani, afirma que os bombeiros precisam da ajuda da comunidade para fiscalizar. Os bombeiros dependem das denúncias porque têm poucos vistoriadores. Quando recebem a denúncia, os bombeiros vão até o local e, se for comprovada a irregularidade, o estabelecimento perde o alvará de funcionamento.

O sargento explica que o grande perigo do armazenamento irregular é porque o gás de cozinha é altamente inflamável. O principal cuidado é com a distância que se deve manter os botijões. Apesar de serem muito raras, explosões geralmente causam um estrago tremendo. O sargento conta que um único bujão de gás pode ser arremessado 20 metros durante uma explosão.

Como armazenar os bujões

Os estabelecimentos têm que seguir uma série de normas que tá na instrução normativa dos bombeiros (IN nº 29/ DAT/CBMSC). Pra cada pilha de botijões deve haver um espaço de, no mínimo, 40 cm entre elas e só podem ser empilhados até quatro bujões. Quando o local for fechado, tem que ter uma abertura de pelo menos 1,20m de largura e 2,20 de altura, que abra de dentro pra fora. A distância de segurança mínima entre as gaiolas e o comércio ou outro local, varia de acordo com o lugar e a quantidade armazenada. Por exemplo, um metro para o comércio e 10 m para lugares onde tenham reuniões públicas, como igrejas ou clubes.

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