• Postado por Tiago

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Contratação de professores, agora, só rola em início de mês

A secretaria estadual de educação só contrata professores no início de cada mês. Mesmo que um profe peça demissão no dia três, até o mês seguinte os alunos ficam sem a matéria e sem aulas. Mais de 20 escolas da região sofrem com falta de professores por conta desta burrocracia. A chefia da gerência regional de educação (Gerei) diz que a medida é uma determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O pessoal do TCE se defende dizendo que foi o próprio governo do estado quem pediu a determinação.

Filhos sem aula

A leitora Márcia Regina Guimarães, 36 anos, sabe muito bem o problema que a burocracia tem causado. Ela tem um casal de filhos na escola estadual Irene Romão, no bairro São Pedro, em Navega. O menino está no ensino médio e a menina no fundamental. Márcia diz que os alunos ficam sem aulas porque faltam professores.

A leitora conta que no ano passado, calculou quase 100 faltas de professores, pelo tanto que os filhos reclamavam. ?É uma vergonha, ainda mais numa escola que tem duas diretoras?, lasca. A escola tem uma diretora pro período do dia e outra pra noite.

Sem professor de geografia

Gabriela Santos, diretora da escola Irene Romão, afirma que não há faltas abusivas. O que acontece, explica, é que o professor de geografia do ensino médio pediu demissão no inicio do mês. Gabriela diz que as aulas são trocadas por educação física ou a orientadora educacional fica com a criançada.

A diretora garante que essas aulas de geografia serão repostas e o professor de educação física, por exemplo, poderá ceder suas aulas para que o novo professor, quando chegar, tire o atraso do programa. Num mês, são oito aulas de geografia.

A culpa é do TCE, diz chefona

Maria Alice Pereira, secretária regional de educação, admite que o problema acontece em vários colégios da região. Argumenta que só pode contratar pessoal no início de cada mês, por conta de uma recente norma do Tribunal de Contas.

Governo quem pediu, revela diretor do TCE

Evândio de Souza, diretor de controle da administração do TCE, garante que o pedido para a mudança do procedimento nas contratações partiu do setor de recursos humanos da própria secretaria de educação. Há um mês houve uma reunião entre representantes do governo e do tribunal para decidir sobre o assunto.

Evândio explica que o pedido da secretaria estadual de educação foi acatado porque estava havendo problemas na guia da previdência e alguns professores, recém-contratados, acabavam recebendo salários em atraso.

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