• Postado por Tiago

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Bomba do Semasa estragou e povão se ferrou

Uma bomba que ajuda a empurrar a água pra região de Cabeçudas, em Itajaí, deu pau bem na véspera do Réveillon e deixou o bairro na seca até ontem. Quem aproveitou a desgraceira pra faturar um trocado foram as empresas que entregam água com caminhões-pipas, que não pararam de receber ligações do povo clamando pelo líquido precioso.

Danilo José Ferreira, dono da Água Ariribá, de Balneário Camboriú, calcula que, nos dois últimos dias, sua empresa levou pra Cabeçudas pelos menos uns 30 caminhões de 16 mil litros, o que dá quase meio milhão de litros d?água. Jonas Augusto da Rosa, auxiliar administrativo da Só Água, de Camboriú, também recebeu telefonemas de gente desesperada em Cabeçudas e na praia Brava, no último dia de 2009 e ontem, mas não soube informar a quantidade de água entregue na região.

Pras duas empresas, o fim de ano não foi dos melhores porque, pra surpresa dos proprietários, não faltou muita água em Balneário Camboriú. Jonas disse que, se dependesse da venda de água na Maravilha do Atlântico, sua empresa teria problema neste fim de ano. ?Não temos números exatos, mas foi cerca de 80% menor a quantidade de pedidos?, arriscou.

Danilo confirma a informação e diz que sua empresa atendeu apenas casos isolados em Balneário. ?A gente nem precisou fazer plantão 24 horas porque não teve muitos problemas?, disse.

As duas empresas não registram grande quantidade de pedidos nas praias mais ao norte, como Barra Velha, Piçarras e Penha. A Água Ariribá chegou a fazer algumas entregas na praia de Gravatá, em Navega city, mas nada fora do normal. A situação ficou parecida pro sul. Em Porto Belo e Bombinhas quase ninguém pediu água e Itapema registrou poucos casos de secura, segundo o funcionário da Só Água.

Jonas diz que o grosso dos pedidos ficou em Floripa e São Francisco do Sul. ?Em média, enquanto a gente entregava dois caminhões de 20 mil litros em Balneário, pra Florianópolis eram 25 e pra São Francisco eram 15?, comparou.

Penha na secura

O feriado foi de secura na praia Grande e de São Miguel, na Penha. Os moradores viram 2010 chegar sem ter água pra curar a ressaca ou limpar a nojeirada deixada depois da festa da virada.

A direção da Casan alertou no início da semana que o feriadão seria de secura. A falta de pressão e o aumento do consumo, por conta dos turistas que invadiram a cidade no feriadão, foram os motivos apontados pra falta d?água. A empresa não soube informar quando a situação voltará ao normal.

Embora não tenha uma gota d?água saindo das torneiras, os caminhões-pipa atenderam poucas chamadas na city do marisco ? afinal, nem todo mundo tem dindim pra pagar os preços salgados: cerca de 50 reais por cada mil litros de água.

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