• Postado por Tiago

A praia é ideal pro banho de mar e também pra relaxar ou caminhar pelo calçadão

Há pelo menos três décadas a professora Dóris Gerber, 48 anos, e seu marido, o pastor Carlito Gerber, 58, passam seus verões em Itajaí. O casal mora na cidade gaúcha de Ivoti, mas todo ano aproveita pra visitar familiares que residem na city peixeira e, de quebra, sempre dão um pulinho nas praias. A preferida deles é a urbanizada Cabeçudas, um dos cartões postais do município.

Os dois, que neste verão chegaram em 14 de janeiro por aqui, mas que retornaram aos pampas recentemente, no dia 4 de fevereiro, têm na ponta da língua o porquê da escolha por Cabeçudas. ?Gostamos da tranquilidade e das belezas naturais. É uma praia muito bonita, segura, e ótima pro banho e pra uma boa caminhada?, conta Doris, que também elogia a iluminação pra um passeio noturno.

Já Carlito, que passou sua infância e adolescência por aqui ? sua mãe mora em Itajaí ?, lembra que Cabeçudas também faz parte da criação de seus dois filhos. ?Nossos filhos estão crescidos hoje, mas também vêm pra cá sempre que podem. Eles se criaram passando os verões em Cabeçudas e toda a família tem um carinho especial pelo local?, destaca o pastor.

Considerado o principal balneário peixeiro, Cabeçudas é a mais urbanizada das praias locais, com destaque pra várias mansões e casarões antigos, onde moraram famílias importantes de Itajaí e também da Santa & Bela. Sua rodovia de acesso lembra bastante as estreitas estradas europeias, contornadas por morros cobertos de vegetação. Uma curiosidade é que o um dos principais pontos turísticos de Itajaí, o Bico do Papagaio ? escultura natural com o formato da cabeça do pássaro ?, foi esculpido acidentalmente na rocha quando abriam a estrada pra Cabeçudas.

A praia é ideal pra caminhadas e exercícios físicos, pois possui calçadão em toda sua extensão. O banho de mar também é uma ótima pedida, com as águas calmas, próprias pra galera se refrescar no calor. Ao centro da praia, turistas costumam bater fotos em cima de uma grande pedra. De lá, alguns adultos e adolescentes mais corajosos também pulam e mergulham direto no mar.

Até a fé e a religião têm espaço privilegiado em Cabeçudas, com a capela Santa Teresinha, localizada no canto sul da praia. Ela foi fundada em 1920, quando havia muito mais mato do que casas no balneário. O local virou patrimônio histórico municipal em novembro de 2007, e do alto de sua escadaria tem-se uma bela vista panorâmica de Cabeçudas.

 

Jovens aproveitam o mar calmo pra pular de uma pedra direto na água,

Dóris e Carlito vêm todos os anos curtir o litoral peixeiro

Capela Santa Terezinha

Visita ao farol é controlada

Ainda mais ao sul, na extremidade direita de Cabeçudas, encontra-se o Morro do Farol, que oferece uma excelente visão pra selvagem praia do Morcego, as turísticas praias Brava e Cabeçudas e pros molhes de Itajaí, além de ser ideal pra caminhadas ecológicas nas trilhas existentes. O problema é que pra ir até lá você precisa de permissão da Marinha, que é quem cuida do local, pois a ação de vândalos estava trazendo riscos à navegação próxima à costa e também pra entrada e saída das embarcações do cais peixeiro.

?Estavam quebrando e até roubando a luz do farol que orienta a navegação e por isso a Marinha decidiu abrir só com agendamento. Quem quiser conhecer o Morro do Farol pode até falar conosco, que entramos em contato com a delegacia da Capitania dos Portos e marcamos a visita?, destaca Valdete Campos, diretora de Turismo de Itajaí. O telefone da secretaria de Turismo é o (47) 3348-1080.

O farol da ponta de Cabeçudas tem mais de 100 anos de história. Ele foi encomendado em 1882 e inaugurado em 15 de novembro de 1902. O farol possui uma lanterna exibindo lampejos branco, branco e vermelho, a cada 30 segundos. É alimentado por energia comercial e possui um sistema de emergência que é acionado automaticamente, caso haja interrupção do fornecimento. Tem um alcance luminoso de aproximadamente 54 quilômetros e setor de visibilidade de 180 graus.

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