• Postado por Tiago

Hoje completam dois meses que o cadeião peixeiro foi interditado. O administrador, Maurílio Antônio da Silva não titubeia ao falar que a ação deu resultados positivos. “Não temos tido mais problemas dentro do presídio”, garante. Mesmo assim, o capo do cadeião afirma que a jaula não pode voltar a receber presos, já que as celas abrigam quase o triplo do número de detentos que sua capacidade permite.

O juiz corregedor do presídio, Carlos Roberto da Silva caneteou a interdição do cadeião no dia 13 de novembro. Na época, haviam 672 detentos se espremendo nas celas projetadas pra abrigar 198 presos. Atualmente, são 544 bandidos atrás das grades, 44 a mais do número desejado pelo Ministério Público, quando pediu a interdição. O departamento de Administração Prisional (Deap) tem ainda 30 dias pra cumprir o que foi pedido e deixar a unidade com 500 presos.

Embora esteja contente com o resultado dos dois primeiros meses de interdição do presídio, Maurílio diz que o problema está longe de ser resolvido, “A medida ajudou bastante, mas as celas continuam lotadas, num espaço pra 198 pessoas tem 544. Ainda fica difícil de trabalhar”, lasca.

Por outro lado, ele acredita que o fato de não receber presos todos os dias já é um passo adiante. “Não tem condições de todo dia botar cinco, seis presos pra dentro como estavam fazendo. Por isso mesmo a interdição não tem previsão para terminar”, explica.

No começo de dezembro, a procuradoria geral do estado entrou com o pedido de liminar no Tribunal de Justiça de Santa Catarina pra suspender a interdição do cadeião. O pedincho foi negado pelo Tribunalzão e o desembargador Túlio Pinheiro ainda lascou que o governo tem a obrigação de dar o mínimo de condições pros presos.

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