• Postado por Tiago

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Judô, do campeoníssimo Fabiano Zamboneti, foi uma das alegrias de Itajaí em 2009

Assim como rolou com a maioria dos peixeiros em 2009, o esporte de Itajaí também teve um ano de reconstrução. Sem avisar, a enchente que devastou a região em novembro de 2008 levou parte da economia e da capacidade de investimento pra este ano, prejudicando os planos da galera esportiva.

Mesmo com todos os perrengues, a direção da fundação Municipal de Esportes e Lazer (FMEL) da city garante que o balanço foi positivo e que o pior foi superado. ?No geral o ano foi bom, levando em consideração como pegamos, com a cidade destruída?, fala Álvaro Provesi, superintendente da FMEL, que também lascou. ?A FMEL não tinha funcionário pra passar as coisas, tivemos que descobrir tudo. Mesmo assim, tínhamos certa experiência e tornamos as coisas menos traumáticas?.

Que baita moral

Entre as coisas boas que rolaram neste ano, os garotos do handebol do colégio São José deram show. Com o título do Brasileiro Escolar, em Poços de Caldas/MG, os peixeiros do time infantil tiveram a moral de representar o Brasil no Sul-americano Escolar, no Equador, e ganharam o torneio. Já a equipe juvenil, que venceu o campeonato Brasileiro, representará o país no Mundial Escolar, que rola em Portugal, em março.

Quem também será o Brasil em outro mundial é o bolão da city. Sede do Brasileiro da modalidade, os bolonistas peixeiros foram campeões no masculino e no feminino, e com isso ganharam vaga pra disputar o mundial de clubes, que rola na metade do ano que vem, na Zoropa. No individual, vale destacar o ano do surfista Jonatan Busetti, campeão catarinense amador na categoria open, a principal do circuito, e que participou de etapas de WQS.

Meia-boca

Tradicional no estado, Itajaí não fedeu e nem cheirou nos jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Como em 2007, a city ficou em sexto no geral. O destaque, como sempre, foi o judô masculino, que, comandado por Fabiano Zamboneti, 19 vezes campeão, levou o título geral. No lugar mais alto também ficaram o tênis feminino e o taekwondo ? os dois esportes não contaram pro quadro de troféus. Outra arte marcial, o caratê, ficou em segundo. ?Conseguimos manter a posição e, pros Jasc de 2010, queremos ficar entre os cinco primeiros?, diz Álvaro.

Coisa feia

Ao contrário dos garotos, as minas do handebol mandaram mal. No principal torneio do país, a liga Nacional, elas foram o saco de pancadas, ficando em último ao perder os 12 jogos. Outro fato ruim no handebol foi o racha entre as duas associações da city. Com a briga, os melhores times adultos representaram outras cidades nos Jasc. ?É bom enterrar, isso foi discussão o ano todo. Uma equipe saiu por opção. Não tô aqui pra gerenciar a briga deles?, comenta Álvaro.

Mais destaques negativos rolaram com o kart peixeiro, que perdeu sua única pista disponível, e com a organização dos jogos escolares, os JEI. Com um encerramento que rolou quase que pra ninguém, os jogos também penaram em relação à divulgação de notícias e resultados de jogos e quadro de medalhas. Mas a FMEL não concorda. ?O Jei foi sucesso, não teve nenhum julgamento disciplinar que viesse abalar qualquer equipe. Foi implantada a natação. Foi um evento bastante satisfatório?, garante o superintendente.

Teve até tiro

Amado por todos, o futebol poderia ter sido mais bem tratado na city. Já em janeiro, o tradicional campeonato de praia quase não rolou, com seu início adiado em cinco dias. ?Não tinha rede, trave, bola, súmula, árbitro, mas fizemos o campeonato sem nada de anormal?, lasca Álvaro.

Mas o que manchou mesmo foi o campeonato da liga Itajaiense de Desportos (LID). Logo no começo, um jogo no Rio do Ouro teve tiro de torcedor pro alto, por causa de briga. Em outras rodadas, um árbitro foi agredido e um time saiu de campo no meio da partida.

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