• Postado por Tiago

Leitor, fulo da vida, procurou o DIARINHO pra descer a lenha na suposta lerdeza do pessoal da Caixa Econômica Federal de Itajaí. Ele conta que há mais de duas semanas fez um cadastro na agência bancária pra tentar uma graninha liberada pelo governo federal através do programa Minha casa, Minha vida. “Mas eles sempre enrolam. Já fui duas vezes ali e sempre me mandam voltar na semana seguinte. Me dizem que meu cadastro tá no sistema pra ser aprovado, mas só não entendo o porquê da demora”, sirrita o leitor.

Como tem medo que o pessoal da Caixa não goste da reclamação e atrase ainda mais o seu processo, o leitor pediu para não ser identificado. “Posso até perder o terreno que eu tô comprando pra construir a minha casa. Se demorar muito pode aparecer alguém e o dono do terreno pode querer vender logo”, explicou.

O leitor procurou a agência da Caixa peixeira depois que viu um anúncio do tal programa do governo federal. “Só que não adianta anunciar se não se faz nada. O governo libera a verba e a Caixa trava tudo. Parece que não estão muito preocupados em viabilizar as coisas”, esbravejou.

Em nota oficial, a assessoria de imprensa da Caixa Econômica informou que o processo não é tão simples como o leitor afirmou e que o prazo médio de avaliação dos cadastros de habitação pelas agências é de uma semana. Só que pro cadastro ser aprovado, a documentação dos compradores, vendedores e do imóvel deve estar completinha, sem restrições cadastrais.

Além disso, como a opção do leitor seria comprar um terreno para construir em cima, há mais uma burocracia. “Nessa opção de construção é necessário aprovação do projeto”, explica a nota, que termina assim: “Recomendamos ao cliente novo contato com a agência, para verificar o andamento do processo e a possibilidade de pendências de documentos pessoais ou do imóvel.”

Minha Casa, Minha Vida

O programa Minha Casa, Minha Vida foi criado pelo governo federal em parceria com estados, municípios e empresas. A ideia é construir um milhão de casas pro povão brasileiro. São 400 mil casas pra famílias com renda de até três salários mínimos e 600 mil pra quem tem renda familiar de três a 10 salários.

O objetivo é viabilizar ao povão o sonho do ninho próprio, já que, dependendo da renda familiar, a prestação é de cerca de 10% do salário e o pessoal pode parcelar em até 30 anos.

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