• Postado por Tiago

O pedagogo Jainer Paz, 50 anos, ficou encucado com o que presenciou no final de semana passado no supermercado Angeloni, de Itajaí. Ele tava fazendo compras quando notou que para conferir se o dindim era verdadeiro, um caixa rasgou a pontinha da nota na parte da fita magnética. Pro leitor, isso é um desperdício.

Depois de terminar as compras, o pedagogo entregou duas notas de 100 pilas no caixa do mercadão. Jainer assustou-se com a ação do caixa pra conferir se o dinheiro era verdadeiro mesmo. Ele diz que chegou a questionar o fiscal do caixa, que sisplicou dizendo que os caixas tinham aprendido a técnica num curso.

Para o pedagogo, a atitude tá mais parecida com crime ao patrimônio público do que qualquer outra coisa. Jainer questiona que se os funcionários de todos os angelonis do Brasil resolverem adotar a mesma técnica absurda, uma dinherama vai ser jogada fora, à toa. “As notas, que provavelmente serão recolhidas para o Banco Central por estarem rasgadas, serão substituídas por novas cédulas e dinheiro público será investido nisso”, reclama.

Para Jainer, o Angeloni deve investir numa outra maneira pra descobrir se as notinhas tão valendo. Ele também pede que o pessoal do supermerca pare de rasgar as cédulas. “Quem rasga dinheiro é considerado louco, assim diz o ditado popular”, brinca.

Não é a prática, diz assessora

Nenhum dos funcionários do supermercado é orientado a detonar dinheiro. Quem garante é Denise Christians, da assessora de comunicação do Angeloni . Ela diz que os trabalhadores verificam se a nota é verdadeira pelo tato. “O caixa não vai fazer uma coisa dessas, sendo que isso o prejudicaria”, argumenta.

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