• Postado por Tiago

Foi sepultado ontem pela manhã, no cemitério do Passa Vinte, em Palhoça, o corpo de Joel Henrique de Lima, 41 anos. Ele morreu na quinta-feira enquanto aguardava a papelada pra dar entrada no presídio da capital. O cara havia sido transferido da cela da delegacia de Palhoça, que tinha 12 presos num cubículo onde só cabem três.

De acordo com o diretor em exercício do complexo penal da capital, Joaquim Valmor de Oliveira, Joel e outros dois presos chegaram à unidade com problemas de saúde. Só que Joel passou mal antes mesmo de dar entrada. O socorro foi acionado, mas, quando chegou, o homem já havia morrido.

A superlotação em Palhoça é recorrente. O delegado Nivaldo Claudino diz que há dias era pedida a transferência de presos por causa da lotação acima da capacidade do cubículo e também por causa da falta de condições de habitação motivadas pelo calor.

Javan Henrique Marques de Lima, filho do morto, disse por telefone, que o pai estava com a saúde prejudicada. Com o forte calor que tá fazendo pelai, o corpo do homem tava tomado pela sarna, pereba contraída na cela da DP. “Mesmo com a saúde debilitada, ele foi transferido. Não houve atendimento médico. Vamos processar o estado para que outras famílias não passem pelo que estamos passando”, conta o jovem, que acredita que o pai tenha morrido por problemas respiratórios ou do coração.

Ninguém na secretaria de Defesa do Cidadão foi encontrado pra saber que providências tão sendo tomadas sobre o caso. O laudo cadavérico, que vai apontar a causa da morte de Joel, fica pronto em até 45 dias.

Em 2008, Joel foi preso por estelionato. Aplicava golpes em joalherias, postos de gasosas e outros comércios. Ficou preso após ser confirmado que ele havia aplicado golpes que ultrapassavam R$ 250 mil. Cartões de crédito e cheques clonados faziam parte da rotina do finado. Após sete meses enjaulado, Joel foi liberado até ser guentado novamente pelo mesmo crime.

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