• Postado por Tiago

Antes de resolver o problema das ocupações irregulares, a prefeitura de Camboriú vai ter que se preocupar em arranjar lugar para 40 famílias que continuam sem ter onde morar, desde novembro de 2008. Em parceira com o Instituto Ressoar, Serviço Social do Comércio (Sesc), Defesa Civil de Santa Cataraina, Cohab/SC, entre outras entidades, já foram construídas 49 novas casas, ocupadas por famílias atingidas pela enchente. Teve famílias que a prefeitura auxiliou com mão-de-obra e material.

Sem um empurrão do setor público, dificilmente os atingidos pela enchente vão conseguir reconstruir as casas que perderam. Carla Rosana Krug, da Defesa Civil de Camboriú, explica que são pessoas que, em sua maioria, não têm emprego fixo, e por isso não têm condições de comprar uma área, e, muito menos, construir uma casa. Segundo ela, a prefeitura também esbarra na falta de recursos, precisando recorrer aos governos federal e estadual.

A cada recurso que a cidade recebe, a Defesa Civil se apressa em tentar arranjar um espaço para construir uma casinha e abrigar uma nova família. Há pouco mais de uma semana, por exemplo, o Sesc começou a construção de 12 casas no loteamento Santa Regina, e está em estudo a construção de mais 18 unidades com dindim do instituto Ressoar. As moradias devem ser entregues no começo do ano que vem.

A Cohab colocou à disposição do município R$ 200 mil para a construção de moradias populares, mas como o município não tem área própria, o dinheiro não é suficiente. “Com este valor, dá para comprar dois lotes em Camboriú”, calcula Carla. Na cidade, áreas que não foram atingidas pela enchente foram supervalorizadas, aumentando a dificuldade da prefeitura em resolver o problema do déficit habitacional e desocupar encostas de morros e rios.

As outras construções que estão faltando pra zerar o déficit habitacional das famílias atingidas pela enchente, devem ser construídas em parceira com a iniciativa privada, em programas do governo federal. Carla destaca que a proposta de parceria também será discutida com as construtoras da cidade, pra retirar as famílias que ocupam áreas de risco. Um dos programas é o “Minha casa, minha vida”, em que os moradores se comprometem a pagar a casa a preços subsidiados.

O projeto prevê a construção de apartamentos, pois permite que um maior número de pessoas seja concentrado em um espaço menor de terreno. Carla conta que já está sendo feito o levantamentos dos terrenos em áreas nobres para tentar colocar em prática os projetos de construção e minimizar o problema da moradias do povão. “Temos certeza de que, se houver um esforço de todos, vamos conseguir resolver a questão da moradia popular”, garante.

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