• Postado por Tiago

O dono de um restaurante que fica às margens da rodovia SC-411 e um de seus funcionários morreram na madrugada de ontem em um acidente feioso. A caminhonete onde tavam os dois foi parar dentro do rio do Braço, em São João Batista. A tragédia só foi descoberta de manhã, quando um carinha que trampa tirando areia do rio viu parte da caranga boiando. Quando encontrados, o patrão e o empregado já tinham passado dessa pra uma melhor. A puliça vai tentar descobrir se os dois se envolveram em algum porradaço antes de mergulharem pra morte.

Era por volta das 6h30 da matina quando os bombeiros foram avisados de que tinha um possante dentro do rio do Braço. O acidente rolou na estrada geral da Ponta Fina, que não tem calçamento, uns 200 metros à frente da SC-411. No chão tinha marcas fortes de pneu que mostravam que o carro tinha saído da pista, passado pelo matagal e se enfiado na água.

Sem saber se tinha alguém dentro da caranga, os bombeiros resolveram tirá-la de dentro do rio. Foi preciso usar um guincho e um guindaste pra fazer o serviço. Só depois do possante estar fora da água, deu pra ver que se tratava da Ford Ranger, placa MAS-8031 (São João Batista).

Bastou os vermelhinhos abrirem as portas da caminhonete pra darem de cara com uma cena de arrepiar. Os corpos do dono do carro, Luciano Alexandre, e seu funcionário, João Marcelino, ambos de 38 anos, tavam dentro do possante.

Pela posição que os dois tavam quando partiram pro além, os bombeiros desconfiam que eles desafivelaram o cinto e fizeram de tudo pra tentar escapar da morte. Luciano tava praticamente deitado no banco do motora, com os pés empurrando o vidro da frente. Alexandre tava no banco de trás da Ranger, que tem cabine dupla. O coitado também tava com os pés encostados na janela. Os dois já tavam durinhos, por isso os vermelhinhos acreditam que tenham morrido algumas horas antes de serem encontrados.

Os corpos foram recolhidos pelo pessoal do Instituto Médico Legal (IML) de Brusque. Durante a tarde de ontem, tavam passando por exames pra poder dizer se Luciano, que tava na boleia, tinha bebido antes de cair no rio.

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