• Postado por Tiago

Impossível jogar bola no campinho. Só se for com máscara, snorkel e pé de pato

?Para a solução do problema de acúmulo de água, foram feitos serviços de drenagem em toda a praça, inclusive no campo de futebol.? É com esta frase que termina o texto enviado pela prefeitura peixeira aos meios de comunicação no ano de 2007. Os dizeres são de quando a praça Expedicionário Pedro Manoel Rescaroli, que fica na rua Mário Reis, no bairro Cordeiros, foi revitalizada. Mais de dois anos se passaram e, por incrível que pareça, o problema continua: basta chover um tiquinho pro campinho de futebol de areia virar piscinão.

A dona de casa Maria Arlete Krieser, 46 anos, diz que a praça tava linda logo depois da reforminha, só que não demorou muito pro campinho encher de poças. ?Começou com uma pocinha aqui, outra ali. Mas agora não tem mais como usar.?, lamenta.

Ontem à tarde o DIARINHO foi conferir a situação de perto e a equipe quase se afogou no aguaceiro. O sol raiava e, mesmo assim, o campinho tava parecendo uma piscina olímpica. Só faltava o César Cielo. Praticamente tudo tava alagado e a única prática de esporte que poderia rolar naquelas condições era o pólo aquático.

Rafael Ferreira Santos, 12, soltava pipa pertinho da praça. O menino mora duas ruas distantes do local, mas sempre ocupava o campinho pra jogar futebol. Agora a opção é a rua, entre um carro e outro passando. ?A gente sente falta do campinho porque é muito ruim jogar no meio da rua. Só que na água também não dá?, argumentou.

Aquela espiadinha

Tarcísio Zanelatto, secretário de obras, falou que até então não tinha recebido nenhuma reclamação da praça, mas se comprometeu a dar uma olhadinha no campo. ?A drenagem dos campinhos geralmente é feita com brita ou bambu, mas pra dar certo precisa de manutenção, senão acaba assoreando?, explicou.

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