• 17 dez 2009
  • Postado por Tiago

Vereador-Argenton---Divulgação Vereador-Marquinhos---Divulgação

Os dois são polêmicos, vereadores de primeiro mandato e estão em situações bem diferentes dentro da Câmara de Navegantes. Evandro Argenton (PSDB), que além de vereador é apresentador de tv, é um dos principais apoiadores do prefeito Roberto Carlos (PSDB) no legislativo. Já Marquinhos (PT) é um dos mais ferrenhos opositores do prefeito na Câmara, e forma uma ?bancada do eu sozinho?, onde as vezes tem a companhia de Lino (PMDB). Confira o confronto entre vermelhinho e tucano no Cara ou Coroa de hoje.

DIARINHO – Como você avalia este primeiro ano do governo Roberto Carlos?

Argenton ? Excelente, e não por mim, mas pelas palavras da população. A história de Navegantes mudou a partir do momento em que o Roberto Carlos assumiu o comando do executivo. Mesmo não havendo recursos financeiros, trabalhou de uma forma tão eficaz, que houve uma mudança de cara na cidade, e as pesquisas de aprovação do prefeito comprovam isso.

Marquinhos – Nós sabemos que o governo iniciou com muitas dificuldades causadas pelas cheias do ano passado. Em Navegantes houve alguns avanços, como na manutenção das vias públicas, mas em diversas outras questões foi complicado. Eu travei uma briga muito grande em relação a saúde. O governo deixou a desejar em questões pontuais, como saúde e trânsito, para amenizar um pouco o sofrimento dessas pessoas.

DIARINHO – Diversos requerimentos foram rejeitados este ano na Câmara de Vereadores, desde os que pediam CPI, até os que apenas queriam saber informações. Muita gente acusa a Câmara de falta de transparência. Você concorda?

Argenton ? Eu respeito muito os votos dos meus colegas aqui na Câmara, cada um responde por si e representa uma parte do eleitorado da cidade. Compete ao cidadão ligar e cobrar do vereador. Alguns dos requerimentos foram rejeitados porque havia motivação política. A pessoa sabe que o sistema tem uma deficiência, e mesmo assim requer aquela informação para usar como discurso político, chamando a imprensa para colocar aquilo em pauta. Quando há uma conotação política, não dá pra aprovar, porque ai nós damos a liberdade da pessoa usar aquele argumento para ficar malhando o pau no governo, e isso é impossível.

Marquinhos – Com certeza existe! Apresentei um requerimento para montar uma CPI para investigar o que estava acontecendo no Hospital Municipal, e ele foi rejeitado. Apresentei outros, para receber mais sobre os números e os contratos com a Rainha (empresa de transporte coletivo), com a Empresa de Água e Esgoto, que recolhe dinheiro da comunidade, e não estava repassando para o Semasa. Todos rejeitados. São questões de interesse da comunidade, e os vereadores da base do governo votam contra, e não estavam votando contra mim, e sim contra a população. Não dizem que este governo é transparente? Por que não divulgam as informações?

DIARINHO – O prefeito entrou na justiça contra a isenção de impostos de duas empresas da cidade, a Portonave e a Naveship. O senhor acredita que a atitude do prefeito é justa?

Argenton ? A lei deve ser cumprida, as pessoas não podem estar a margem da lei. A isenção de 100% dos impostos dessas três empresas é totalmente contrária a nossa legislação. Imagina só, eles trazem caminhos pesados para a cidade, que deixam as ruas esburacadas, trazem centenas de moradores, que deixam as creches superlotadas, e quem banca estes custos é o executivo. Existe a necessidade de, além das ações sociais que estas empresas fazem, contribuir com os cofres públicos para custear as despesas que elas mesmas criaram.

Marquinhos – Eu sou totalmente contrário a este tipo de intervenção. É mais uma atitude que ele está tomando sem analisar bem a situação. É interessante para o município que estas empresas se instalem na cidade porque elas geram empregos, em longo prazo, geram recolhimento de impostos, oferecem programas sociais à comunidade. Em 2005, o prefeito na época ofereceu esta isenção para as empresas, e o atual prefeito e vice eram vereadores, e votaram a favor da isenção. O meu medo é que esta instabilidade acabe afastando outras empresas da cidade, como já aconteceu.

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