• Postado por Tiago

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Povão foi quem socorreu família de Porto Belo. Uma criança de três meses tava no carro

Se uma rua não tem iluminação, fica difícil de alguém enxergar qualquer coisa pela frente. Se ela não possui nenhum tipo de sinalização, para avisar, por exemplo, que tem uma vala que corta a rua, fica mais difícil ainda. Que o diga um casal de turistas. Na noite de segunda-feira, eles passaram pela rua Artur Galves e acabaram caindo de carro num valetão. O pior é que a vala foi aberta pela própria prefeitura.

Dona Ídia Mansoto, 61 anos, mora há 13 anos no Gravatá. Lá pelas 23h de segunda ela rezava um terço na varanda da sua casa quando viu um Santana prata com placa de Blumenau passando pela via, meio perdido. Em seguida ouviu um barulhão. Era o carango caindo na vala. ?Só escutei uma criança chorando e saí correndo pra ajudar?, conta a moradora.

A idosa socorreu um pequerrucho de três meses que tava no colo da mãe, que por sorte não teve um ferimento sequer.

Com o acidente, uma multidão logo se formou ao redor do possante pra tentar retirá-lo do buracão. Mas foi preciso um guincho pra realizar o trampo. ?O pessoal era de Porto Belo e estava perdido. Os postes que tem na rua não iluminam a região da vala. Já pedi várias vezes na prefeitura para colocarem iluminação, mas ninguém faz nada?, lasca dona Ídia.

O morador C.R.S., 24 anos, reclama ainda da falta de sinalização. ?A vala é muito grande, quem é turista e não conhece não enxerga nada?, diz. A vala foi aberta há poucos meses pela prefa e é a continuação da valona que percorre o início do Gravatá, no sentido Penha centro de Navega. O buraco foi feito para escoar a água e evitar alagamentos na região.

Vala provoca fedentina

Outro reclamo da galera é a fedentina da vala. O esgotão das baias passa todo por ali e quando não chove a água podre fica parada por dias. E não fica nisso. ?O maior problema ainda são os pernilongos. É um absurdo essa situação?, carca dona Ídia.

Inês Pinheiro, 54, que também mora em frente à vala, acha um nojo a lixarada que fica no esgotão a céu aberto. Gerson Rovattti, 34, que mora há menos de um mês no Gravatá, tem medo que, com o calorão, a situação piore ainda mais.

?Não precisa de sinalização?, diz secretário

Valmir Cesar Francisco, o Chero, secretário de Obras, diz que o valetão sempre existiu naquela área e que o povão tá exagerando nas reclamações. ?Tinha um ônibus estacionado perto da rua e ficou difícil pro carro passar, por isso ele caiu na vala?, afirma, garantindo: ?Não tem nada de anormal ali. Todo mundo sabe que tem a vala. Não precisa de sinalização ali porque a vala sempre existiu?. Chero disse ainda que o esgoto foi desassoreado e que está sendo feita a tubulação da vala.

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