• Postado por Tiago

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No açougue Avenida, da Caninana, a carne vem de Luís Alves

Depois das denúncias feitas pelo Greenpeace no início do mês, de que parte da carne que os brasileiros consomem vem de regiões desmatadas ilegalmente da Amazônia, os consumidores conscientes começaram a ficar desconfiados se aquele saboroso bife não estaria contribuindo pro aumento do efeito estufa. Mas como saber a procedência do que se come se a carne comprada em açougues e supermercados não vem com informações sobre os frigoríficos e a localização do gado?

No Angeloni, o supervisor de carnes, Alex, garantiu que toda a carne vendida na rede, que tem 19 lojas em Santa Catarina, vem do Rio Grande do Sul. No Xande, o gerente Luciano Reis disse que a empresa passou a ter mais cuidado com os fornecedores de carne. ?Havia alguns frigoríficos do Mato Grosso que nos forneciam, mas deixamos de comprar, preferindo a carne produzida no estado?, informou. Ele conta que o produto vendido no Xande, inclusive os embalados à vácuo, vem dos frigoríficos Verdi e Goli, de Pouso Redondo, Irmãos do Vale de Santa Cecília, Guessner de Timbó e Santos, de Floripa.

O veterinário da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agropecuário (Cidasc), Norberto Schmitt, disse que não existe uma orientação para barrar carne vinda de áreas desmatadas ilegalmente, só de estados com problemas sanitários. Ele disse também que existe um programa encabeçado pelo ministério público estadual que checa denúncias de carne procedente de abatedouros clandestinos.

Veterinário responsável

Nos açougues de bairro, os proprietários afirmam que a carne vem da região mesmo. No Avenida, há 30 anos na Caninana, movimentada avenida do bairro São João, a carne vem do frigorífico Nelore, de Itajaí mesmo, e do Schmitt, de Luís Alves. A proprietária Fabiana de Espíndola, 34 anos, disse que além do cuidado com a procedência da carne, há dois anos o açougue melhorou as condições sanitárias e tem até um veterinário responsável. ?Por exigência da vigilância sanitária, além do veterinário, fizemos uma sala só pra manipulação da carne, além de regular a temperatura dos balcões e fazer a manutenção periódica dos equipamentos?, contou.

O açogueiro Manuel José de Souza Neto, 49 anos, trampa há seis anos no Avenida, e conta que sempre trabalhou com carne. ?Trabalhei oito anos no hotel Mar e Mar, onde assava a carne, e também em outros açougues?, relata. Ele diz que há uns 10 anos, o negócio era bem mais bagunçado. ?Não tinha fiscalização, nem uniforme, e tinha muito matadouro clandestino oferecendo carne barata. Agora não, tudo tem que ter o carimbo do SIF, senão é barrado?, afirma.

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