• Postado por Tiago

O casamento da Sadia com a Perdigão, já anunciado oficialmente, tem tudo pra ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Isso porque a legislação permite que as empresas primeiro toquem o processo de fusão para, somente depois, pedir bênção ao CADE, que é o órgão do governo que avalia e julga se fusões como estas não vão trazer problemas para outras empresas do gênero e para o consumidor.

Arthur Bandin, presidente do CADE, foi pra imprensa reclamar que a legislação brasileira tá de ponta-cabeça. Bandin defende o projeto que rola no Congresso Nacional para que primeiro as empresas façam o pedido formal para o Conselho e somente depois da autorização dada é que toquem pra frente a burocracia das fusões.

O chefão do CADE diz que a maioria das empresas que recebe um sonoro não pela frente acaba indo pra justiça. Como já estão fundidas, dificilmente a fusão é revertida. Bandin diz que de 2003 a 2007, 75% das decisões do órgão foram suspensas por liminares judiciais. Como, nas contas de Bandin, os processos levam em média 14 anos para serem julgados, a decisão do CADE perde efeito e as fusões se consolidam, como deve rolar com Perdigão e Sadia, que agora se chama Brasil Foods.

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