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Quem tá livrando da secura os moradores da rua Venezuela, na Fazendinha, em Itajaí, é a dona Maria Poggere. Sem água há cinco dias na região, ela mata a sede do povão com a ponteira que tem em casa

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Ninguém entrava nem saía da rua

Domingo de protesto na rua Venezuela, na Fazendinha, em Itajaí. O povão fez uma barricada ontem à tarde, impedindo que o caminhão-pipa do serviço Municipal de Saneamento Básico e Infraestrutura (Semasa) saísse do local levando água pros ricaços que moram nas praias das Cabeçudas e Brava. Desde a semana passada, os moradores da Fazendinha sofrem com as torneiras secas.

Na rua Venezuela fica uma uma sub-estação do Semasa. Mas os moradores vizinhos não têm acesso à água. Revoltados por verem os caminhões-pipa saírem em direção a Cabeçudas e praia Brava, levantaram uma barricada e mantiveram um dos brutos presos.

Até por volta das 22h30 de ontem, a polícia Militar negociava com os moradores a liberação do caminhão e a abertura da rua.

A aposentada Astrogilda Reis, 59 anos, disse que a situação é normal nessa época. ?Todo verão é assim?, fala.

Murilo José, assessor de comunicação do Semasa, alega que a sub-estação serve apenas pra Cabeçudas e Brava e que a Fazendinha recebe água de outra estação. ?Não temos como encher as caixas d?água de todo bairro. Estamos disponibilizando o caminhão pra eles pegarem água de balde, pra amenizar o problema até conseguirmos resolver a situação?, afirmou Murilo, referindo-se aos caminhões levados pras praias chiquetosas.

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Um nisco de barcos pintou na homenagem à protetora dos pescadores

Apenas oito grandes embarcações pesqueiras e um punhado de lanchinhas participaram ontem à tardinha da centenária procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, a padroeira dos pescadores e marinheiros. Que foi às margens do rio Itajaí-açu decepcionou-se ao ver tão poucos barcos navegando junto com o atuneiro Atena F, que levava a santinha.

A procissão chegou este ano à sua 114ª edição. Em seus tempos áureos, mais de 40 grandes barcos de pesca, sem contar as embarcações menores, faziam parte do cortejo em homenagem à santa.

A festa de Nossa Senhora dos Navegantes, da qual a procissão deveria ser o maior evento, terminou ontem à noite.

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  • 06 fev 2010
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O prefeito Evandro dos Navegantes, da Penha, assinou convênio com o ministério do Trabalho e Emprego, pra criação do programa Projovem na Terrinha do Marisco. Ele avisou que vai tentar parcerias com o parque Beto Carrero, CDL e outras associações, pra garantir trampo pra galera

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Não tem horário pra encher bombonas e garrafas na bica da santinha, em Cabeçudas

Aproximadamente 40 mil moradores de Itajaí e de Navegantes estão sem água desde quarta-feira. A direção do serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infra-Estrutura (Semasa) alega que Navega e os bairros da região sul de Itajaí sofrem com a falta de abastecimento porque o povão das outras localidades da city peixeira está consumindo mais do que o comum.

O alto consumo, dizem os abobrões do Semasa, impede que o líquido precioso chegue na quantidade necessária no centro e nos bairros Fazenda, Cabeçudas e praia Brava, além de Navega. ?Falta consciência das pessoas. Com esse calor, o autoconsumo aumenta, espalhando a água antes que ela chegue à estação do centro. A bomba que leva a água pra Fazenda e pra Cabeçudas está sem pressão?, explica Flávio Farias, diretor geral do Semasa.

A estudante Greice Paifer, 26 anos, que mora em Cabeçudas com o marido e o filho, está recebendo a visita da irmã, do cunhado e dos três sobrinhos. Pra não deixar a parentada sem água, tem ido à bica da santinha, que fica perto da sua casa. Greice diz que não é a primeira vez que passa pelo mesmo problema. ?Ano passado, antes da virada do ano, ficamos sem água. A família da minha irmã, que estava aqui, não conseguiu tomar banho?, lembra.

O adolescente Guilherme Arraes, 17, mora nas Cabeçudas há 15 anos com os pais. A família dele também apelou pra bica da santinha. ?Tamo tomando banho de canequinha. Pego três bombonas de 20 litros por dia pra levar pra casa?, conta Guilherme.

A governanta Maria da Glória, 43 anos, que trampa numa das mansões da rua da bica, afirma que o povão chega não só pra levar água. ?Tão tomando banho de sabonete e xampu até de madrugada?, relata.

Fecharam os registros

Pra tentar resolver a treta da galera da região sul de Itajaí, os técnicos do Semasa fecharam os registros das outras regiões da city pra que o líquido chegasse com mais força na estação do centro. Com isso, os outros bairros peixeiros foram afetados. Os primeiros a pagarem pelos perrengues da zona sul foram os moradores do São Vicente e do Cidade Nova. Das 23h de quinta até as 7h de ontem, as duas localidades ficaram sem receber um pingo d?água.
Na sexta-feira, quem sofreu foi o povão de Navega, que compra água do Semasa. O registro pros dengo-dengos foi fechado das 10h até as 16h de ontem. Na noite e madrugada de ontem o abastecimento teria sido normalizado.

Dicas simples

Flávio Farias, chefão do Semasa, pede pra população dar uma força pra controlar o consumo e não desperdiçar a água com lavação de carros, motocas e calçadas. Também deve controlar o tempo do banho e cuidar das torneiras abertas na hora de lavar as mãos, escovar os dentes e cozinhar.

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Apesar de ter recebido mais de 800 mil visitantes só no mês de janeiro, Balneário Camboriú não sofreu com as torneiras vazias nesta temporada. O mesmo rolou em Cambu, que também é abastecida pela empresa Municipal de Água e Saneamento da Maravilha do Atlântico (Emasa). A chefona técnica da autarquia, Tânia Pedrelli, diz que a falta de água tem sido combatida ano a ano, com obras pra melhorar a vazão.

Em Balneário, os únicos perrengues registrados durante o verão foram problemas isolados. “Durante o período de mais movimento, entre o Natal e Ano Novo, faltou pressão nas partes mais altas do bairro das Nações, mas isso foi resolvido em poucas horas”, afirmou Tânia.

Ela diz que, durante o ano todo, os barnabés da Emasa fazem estudos dos lugares onde as torneiras ficaram secas e, se preciso, realizam melhorias na rede. “Na barra sul, por exemplo, o número de prédios aumentou muito, então colocamos mais adutoras, e não falta mais água”, disse.

Durante o verão, a média diária de captação da Emasa é de 900 litros de água por segundo.

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Comerciante não tem água nem pra lavar a louça

Enquanto o Semasa remanejava a água pros bairros que estavam na seca no Itajaí, o abastecimento do líquido precioso foi cortado às 10h de ontem na city dengo-dengo. O povão ficou revoltado, principalmente porque o dia tava pra lá de quente. A galera do departamento de Água e Esgoto (DAE) de Navega não sabia a previsão pra volta do abastecimento. Mas, durante a noite de ontem, as torneiras já começaram a soltar uns pinguinhos.

Os comerciantes Hélio Henriques, 42 anos, e Carlos Henrique, 40, da Carioca Lanches, foram dois que silascaram. Eles tiveram que buscar em baldes água da caixa do prédio onde moram, pra poder lavar a louça de sua lanchonete. ?Se continuar assim, vamos ter que chamar um caminhão-pipa e gastar uma grana?, lamenta Carlos.

R.W., 58, morador do Gravatá, também tava puteado. Ele mostrou num pano o estado da água que tava chegando no bairro mais afastado de Navega. ?Coloquei este pano na frente da mangueira, pra ver se tirava um pouco da sujeira. O tecido ficou marrom, de tão suja que estava a água. De manhã estava suja, agora nem água mais tem?, choraminga.

A diretora do DAE, Sandra Demétrio, explicou que, infelizmente, Itajaí precisou remanejar seus registros. ?A produção de água está normal. Mas o consumo em Itajaí, Navegantes e Blumenau aumentou 65% estes dias, e não teve como suprir a demanda?, disse a muié, esperando que no findi não falte o líquido precioso em Navega. ?Pelo menos o Semasa não nos falou nada?.

Durante a noite, a água começou a voltar às casas dos dengo-dengos, mas com pouca pressão.

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GERAL-2---ABRE---calorão---praia-brava---Foto-Felipe-VT06

A galera pode aproveitar o findi pra se refrescar no marzão

O fim de semana promete ser quente, com sol em todo o litoral e com temperaturas seguindo perto dos 40º. Nos últimos dias, as cidades da Santa & Bela pareciam mais o inferno, de tão calor, e só faltou o povão se abraçar com o capeta. Pra quem não aguenta mais este forno, é bom se preparar, tomar muita água gelada, comer picolé ou ir pra praia se refrescar, porque a previsão do pessoal da Epagri/Ciram é de calorão até domingo. A alta temperatura dos últimos dias bateu recorde e quinta-feira foi o dia mais quente da semana em Itajaí, 37º, mas com sensação térmica beirando os 50º.

A turistada que está no litoral é que comemora, pois vai continuar aproveitando a praia no findi. Durante todo este sábado, o solão deverá dar as caras e esquentar a cuca de todos. Só no começo da noite é que pode rolar uma chuvinha mixuruca pra refrescar as ideias. Pro domingão a previsão é a mesma: sol e calorão durante de dia, com pancadinhas de chuva no finzinho da tarde.

As temperaturas também vão continuar altas, com máximas chegando aos 40º no Itajaí. Já nas citys vizinhas os termômetros deverão marcar uns 38º.

O tempo só deve mudar mesmo no início da semana que vem. Os meteorologistas preveem que na segunda-feira uma frente fria chegará ao litoral, com muitas nuvens, o que pode trazer chuva a partir da tarde. Há risco até de temporal, com granizo. Os termômetros continuarão altos, mas os dias não estarão tão abafados.

Que forno!

Essa semana foi dose pro povão do litoral. Enquanto as temperaturas chegaram pertinho dos 40º no Itajaí, a sensação térmica ficou 10º mais alta. A meteorologista Camila Cardoso explica que a comunidade sente mais calor do que é registrado por culpa da pouca umidade do ar. ?Se estivesse úmido, teria dado chuva no final de tarde, mas nem isso aconteceu?, afirma. A sensação térmica é calculada com uma fórmula complicada, que leva em consideração a temperatura do ar e a umidade relativa.

Pelas contas do pessoal da Epagri/Ciram, o recorde de calor e abafamento na região rolou em 2003. Naquele ano, o litoralzão sofreu com as altas temperaturas por 11 dias, em fevereiro. Se o inferno continuar hoje, será o sexto dia consecutivo de fornalha.

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O jornal mais lido do sul do mundo tá sempre inovando e quebrando barreiras. E pra comprovar seu espírito empreendedor, o DIARINHO é o mais novo filiado da associação Nacional de Jornais (ANJ). A entidade não é qualquer uma picareta que tem por aí, não. Fundada em 17 de agosto de 1979, a ANJ conta atualmente com 146 empresas jornalísticas associadas – entre elas agora o Macriado –, que juntas são responsáveis por mais de 90% da circulação brasileira de jornais – é a nata da nata da mídia nacional. O processo de filiação da viadagem rolou após reunião na noite de quinta-feira.

A ANJ tem como objetivos a defesa da liberdade de expressão do pensamento e da propaganda, e o funcionamento sem restrições da imprensa, observados os princípios de responsabilidade. A ideia também é seguida pelo DIARINHO, que seguirá mandando suas notícias mais do que quentes pra todo povão de Itajaí e região, agora como filiado da chiquetosa associação. A ANJ e membro da associação Mundial de Jornais (WAN), do conselho Executivo de Normas Padrão (Cenp) e do conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar).

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O forte calor que tem feito nos últimos dias na Santa & Bela forçou a vigilância sanitária a tomar uma atitude que deixou putodoscornos pacientes que estão na fila de espera pra cirurgias no hospital regional de São José. O ar-condicionado do centro cirúrgico da unidade de saúde não tá dando conta de resfriar o espaço e, com isso, foram canceladas todas as cirurgias eletivas (que não são emergenciais) programadas de quarta-feira passada até a próxima terça-feira.

Com esse perrengue, pelo menos 50 pessoas terão que buscar uma nova data pra entrar na faca. A maioria das cirurgias canceladas são de obesidade mórbida, troca de pinos e plásticas reparadoras, que podem ser transferidas pra outra data sem causar risco imediato à vida dos pacientes.

De acordo com o diretor do regional, o médico Jorge Coelho, a partir da semana que vem essa turma tem que procurar o hospital pra remarcar as cirurgias. “Uma cirurgia tem que transcorrer numa temperatura entre 18 e 24 graus para evitar riscos de contaminação, por exemplo. Hoje temos sete salas cirúrgicas onde não está sendo possível manter essa temperatura. Seria colocar em risco a vida desses pacientes. Não são cirurgias de urgência. Então redimensionamos o equipamento para atender com qualidade as cirurgias de urgência”, explica.

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