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Uma dupla de assaltantes levou ontem R$ 55 mil do hotel Candeias, em Balneário Camboriú. O atraque rolou quando dois empregados saíam do banco, com a dinheirama na mão. Eles foram rendidos e tiveram que entregar tudinho pros bandidos. A grana seria usada no pagamento dos funcionários do hotel, que ficaram sem o faz-me rir.

Os dois empregados, um homem e uma mulher, foram até o banco Itaú, que fica na avenida Brasil, centrão da city, pra sacar a bolada. Parte do dinheiro ficou na bolsa da mulé, e o restante foi colocado dentro da agenda do cara.

O relógio marcava meio-dia e meia quando o casal deixou o banco, e seguiu diapé pela rua 1910. Quando passavam em frente ao edifício Mauá, dois trastes, trepados numa motoca Honda Falcon preta, encostaram e lascaram o mãos ao alto.

O caroneiro apontou uma pistola pros funcionários do hotel e mandou que eles passassem todo o dinheiro que tinham. Pelo jeito, o bandido sabia onde a grana estava, porque fez os dois entregarem a bolsa e a agenda. A dupla de trastes siscapoliu, levando R$ 55 mil.

Os empregados do hotel ficaram tão nervosos, que não conseguiram nem ver que rumo os coisas-ruins tomaram. Mas um bizolhudo de plantão tava esperto e anotou um pedaço da numeração da placa da motoca.

A polícia Militar foi chamada, e o pessoal passou as características dos assaltantes. Os fardados saíram à cata dos bandidos, mas até o fechamento desta edição eles não tinham achado nem sinal dos trastes ou da moto que pilotavam.

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A manhã de sexta-feira foi cabulosa em Itapema. Um grupo de agricultores encontrou o corpo de um tiozinho caído dentro de uma valeta da fazenda Roseira, na estrada geral do Sertão do Trombudo, na zona rural, há cerca de 10 quilômetros do centro da cidade. O cara tava com muito sangue no rosto e não foi reconhecido. O cropo permanece no instituto Médico Legal (IML) de Balneário Camboriú.

Pelas 11h, o pessoal que catava arroz passou com a máquina pertinho de um córrego e viu algo estranho dentro de uma valeta. Chegaram mais próximo e encontraram o tiozinho jogado de cabeça pra baixo, com as pernas encolhidas. A sua cabeça tava ensanguentada e o corpo durinho da silva.

As polícias Militar e Civil foram chamadas e deram um bizu no local. Os peritos do IML recolheram o corpo e levaram pra análise. Pros peritos, o tiozinho tava morto há mais de 10 horas. O homem não tinha nenhum documento e tá sem identificação. Ele é moreno, bem magricelo, usava bermuda azul e camisa. Quem tiver informações que possa levar à identificação do sujeito pode ligar pro (47) 3264-6882.

A equipe de investigação da polícia Civil conversou com os moradores da região, que informaram não terem visto e nem ouvido nenhuma movimentação diferente na noite de quinta-feira. A fazenda onde o corpo foi encontrado fica num lugar ermo, bem longe de baiucas e cerca de 10 quilômetros do centro de Itapema.

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Oswaldo dos Santos, 61 anos, tá dormindo atrás das grades da depê de Navegantes por esquecer de pagar a pensão alimentícia. Ele foi guentado pela polícia Militar numa ronda de rotina na noite de quinta-feira, na rua Francisco Solano Lopes, no centro da city dengo-dengo. O atraque da PM rolou por volta das 20h45.

A princípio, o cara tava limpo, sem drogas nem armas, mas quando o nome dele foi checado no sistema dos meganhas descobriram que Oswaldo tava pedido pela dona justa. Agora o cara tem que se virar pra saldar a dívida e se livrar da cadeia.

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A defesa do estudante Lucas Spernau, 19 anos, recorreu da liminar que garantiu uma mesada de um salário mínimo pra cada um dos filhos de duas vítimas fatais do acidente provocado por ele no dia 20 de dezembro, em Balneário Camboriú. O advogado das crianças afirma que a intenção é diminuir o valor das pensões, que hoje, somadas, dão R$ 3,5 mil por mês. O representante de Lucas na dona justa nega tudo e diz que a liminar não respeitou os direitos de seu cliente.

O pedincho de pensão foi feito pelo advogado Gelson José Rodrigues, pra beneficiar os três filhos pequenos de Simone Borges Machado, 27 anos, e os quatro de Edival Dias de Oliveira, 38. Os dois morreram depois que o táxi em que tavam foi atingido pela chicosa Nissan Infinity de Lucas, que atravessou a Terceira avenida voando baixo, e com os faróis apagados. O taxista Natalino Amaral Gomes também partiu pro além a caminho do hospital. A única sobrevivente foi Karina da Silva, 22, que ainda tá se recuperando.

A liminar que concedeu a mesada pros pimpolhos saiu quatro dias depois do acidente, e foi caneteada pelo juiz Paulo Sandri. O pai de Lucas, o ex-prefeito Rubens Spernau (PSDB), levou a carcada junto com o filhote, porque pro magistrado o fato de ser dono do carro que provocou a tragédia o faz solidário em todos os processos que correm na Vara Cível.

O advogado Juliano Cavalcanti, que é ex-procurador da prefa de Balneário, e defende os dois Spernau, resolveu recorrer da liminar porque achou que a carcada não tá de acordo com as leis. “Estamos alegando questões de natureza processual, pela forma como foram tratados esses pedidos de pensão. Assim como os afetados têm seus direitos, Lucas e Rubens também têm”, disse.

Entre os problemas apontados por Juliano tá o fato do juiz ter determinado que a pensão seja paga até cada um dos pequerruchos completar 25 anos, e ter pedido que pai e filho juntem grana suficiente pra arcar com os pagamentos. “Uma liminar visa alcançar um resultado até que seja dada a sentença. Essas determinações só são cabíveis na execução do processo”, diz.

Mão de vaca

Mas pro advogado das crianças, trata-se de uma tentativa de diminuir o valor das pensões. “Tão alegando que as crianças vão ficar ricas com R$ 500 por mês. Mas como uma mãe vai criar o filho com um salário mínimo?”, carca. Ele diz acreditar que os Spernau consigam mesmo dar fim na liminar. “Pela força política que eles têm, acredito que conseguem sim”, lascou.

Juliano Cavalcanti diz que, nesse momento, não tá sendo discutido valor de pensão. “Isso vamos discutir em juízo. Em momento algum o Rubens deixou que as famílias ficassem desamparadas”, afirmou. O recurso tá nas mãos dos desembargadores do Tribunal de Justiça, pra ser analisado.

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Traficas caíram quando faziam um churrasquinho

Uma quadrilha de traficantes escolheu um lugar bem tranquilo pra esconder drogas em Balneário Camboriú: o costão da praia de Laranjeiras. O esconderijo parecia perfeito, mas a diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic) e a central de Operações Policias (COP) descobriram o mocó e deram o atraque. Foram apreendidos 65 quilos de porcaria e cinco traficantes caíram. O dono do sítio onde tava a droga fugiu a nado.

Há mais de dois meses, os tiras investigavam a vida do paraguaio Caceres Armoa, 40 anos, o Bin Laden. O cara era considerado um dos maiores fornecedores de maconha da região de Itajaí, Balneário Camboriú e Floripa. O traste trazia a droga do Paraguai, pela fronteira de Ponta Porã, e entregava na nossa região.

Conhecendo os passos do vadio, ontem os tiras resolveram dar o atraque. Por volta das 16h, bateram no sítio da Interpraias, em Laranjeiras, e guentaram Cleverson Vargas Bello, 30 anos, Revelino dos Santos, 29, Guilherme Moraes, 28, Fernando Rodrigues Afonso, 40, e Bin Laden. Na hora em que a polícia chegou ao esconderijo, os vadios tavam fazendo um churrasco pra comemorar o recebimento da droga. O dono do sítio, que não teve o nome revelado, viu os homi e fugiu nadando pelo rio Camboriú.

No meio das pedras do sítio, numa caverna, os tiras acharam 65 quilos de maconha. Os cinco foram presos por tráfico e associação pro tráfico. O delegado da Deic, Cláudio Monteiro, revelou que a droga entrava no Brasil e era transportada até a região por Fernando, que é parceiro de Bin Laden. O fornecedor então a revendia por aqui.

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Água da piscina ficou vermelha de tanto sangue que a vítima perdeu

Ademir Peters, 48 anos, ex-assessor da câmara de Vereadores de Penha e ex-assessor de imprensa do prefeito Jucelmar Coelho, foi executado com seis tiros na tarde de ontem. O coitado tomava banho com seu filho de quatro anos, quando dois matadores pularam o muro de sua casa no bairro Armação, e metem os balaços. Além da criança de quatro anos, a filha de 13 anos viu o pai ser executado.

O seu Ingo Puplitz, 70, sogro de Ademir, contou que durante toda a tarde de ontem, o genro, a sua filha, Rosana Peters, e os dois netos tavam em sua baia. Até que resolveram voltar pra tomar um banho de piscina em casa, por volta das 17h. Foi quando a tragédia aconteceu. Um desalmado entrou na baia de Ademir e meteu seis tiros na cachola do coitado.

De acordo com a vizinhança, foi tudo muito rápido. ?Eu vi dois homens chegarem em uma moto. Um deles até deixou o capacete cair, mas não dei bola e continuei roçando a grama?, falou um morador.

?Ele estava com a cara limpa. Foi direto pra piscina onde estava Ademir e meu neto e só falou: ?é você mesmo que eu quero?. E atirou?, lamenta o sogro. ?Eu escutei os tiros e depois escutei a menina berrando. Pensei que ela estava brigando com o cachorro?, comenta outra vizinha.

Ademir levou cinco tiros na cabeça e um no pescoço, e morreu na hora. Sua esposa até chamou os vermelhinhos, mas não tinha mais o que ser feito. O instituto Médico Legal (IML) recolheu o corpo. No final da noite de ontem, a água da piscina ainda tava vermelha do sangue de Ademir.

Inimigos

De acordo com seu Ingo, o genro não era um cara que tinha inimigos. ?Sei que ele está movendo um processo trabalhista contra uma empresa que ele trabalhava?, fala. A muié do cara já prestou depoimento na depê e os policiais civis têm alguns suspeitos pro bárbaro crime, mas não quiseram revelar nomes pra não atrapalhar a investigação.

Na Penha, ao contrário do que diz o sogro, rola o comentário que Ademar era cheio de inimigos pelai. Depois que Coelho saiu da prefa, Ademir teria fundado o sindicato dos Empregados do Comércio de Penha e, como presidente da instituição, encheu o saco de muita gente. Tinha um monte neguinho querendo o couro de Ademir.

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A polícia Militar de Camboriú acabou com a farra de um traficantezinho que andava distribuindo erva do capeta pela Capital da Pedra. Com o traste foi achado pouco mais de um quilo da droga, além de munições de pistola ponto 380 e nove milímetros, que são de uso exclusivo das forças armadas.

Os milicos davam voltas de baratinha quando desconfiaram de Elizandro Schitz Moreira, 18 anos. O carinha tava pilotando uma motoca, no maior calorão, vestido com um moletom, e parecia não estar aprontando boa coisa.

Os fardados seguiram Elizandro até o boteco Cancha do Beto, que fica na rua Monte Olivares. Assim que ele botou os pés pra fora da moto, os meganhas lhe deram uma geral. Escondido embaixo do moletom do malaco tinha um tijolo gigante, recheado com 1,1 quilo de marofa, além de 212 pilas em dindim.
Elizandro disse ter pegado a droga numa casa na esquina da rua Valmir Zaneti com a rua Minas Gerais, no bairro Areias, e os homis seguiram com ele pra lá. Dentro da baia, que tava desabitada, foram encontradas três munições de pistola ponto 380, e uma de pistola nove milímetros. O traste foi levado pra delegacia, onde foi enquadrado por tráfico de porcarias, e vai passar uma temporada na jaula.

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Mudança rolou na tarde de ontem

Os tiras da central de Operações Policiais (COP) peixeira foram chamados ontem, às pressas, pra garantir a retirada de documentos do cartório César, na rua Pedro Ferrerira, no centro de Itajaí. Os papélis foram entregues à Gilmara D`Ávila, que prestou concurso público pra cuidar do cartório e assume o posto a partir de segunda-feira.

O César vinha sendo alvo de ações na dona justa desde quando o mandachuva do cartório morreu, em janeiro do ano passado, e tava sendo administrado por substitutos, até que rolasse uma sentença definitiva. No mês passado, os desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) decidiram entregar a chefia do cartório pra Gilmara, que passou no concurso pra abocanhar a repartição.

Ontem, venceu o prazo pra entrega dos livrões de registros e documentos, e a mulé pintou por lá pra buscar o material. Mas o pessoal do César não tava a fim de entregar a papelada, e foi preciso que os homis do COP acompanhassem a negociação bem de perto, pra evitar um arranca-rabo.

No fim das contas, Gilmara conseguiu carregar tudo o que precisava até uma sala na rua 15 de Novembro, onde o cartório vai funcionar a partir de segunda-feira. ?Só foram retirados livros e documentos, que pertencem ao estado?, disse.

A nova chefona do cartório acredita que os antigos tabeliães ainda vão bater pé e recorrer da decisão da justa, que entregou a ela o César. ?Recorrer todo mundo recorre, mas se tem direito, é outra coisa?, limitou-se a dizer.

Perrengue dos grandes

Além do César, outros dois cartórios peixeiros também são alvo de pendengas judiciais. O Seara deverá ser administrado por Fernando Sens de Oliveira, que também é concursado. O Krobel também tem vaga pra mandachuva, mas ninguém se inscreveu pro cargo.

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Um bandidão não guentou a descoberta de um galho e decidiu quebrar tudo em Navegantes. Hélio de Oliveira, 25 anos, o Chunga, destruiu o carro do amante de sua namorada, tentou enfiar o possante em cima dos milicos, foi baleado e, como tem o corpo fechado, conseguiu fugir. O bafão rolou na madrugada de ontem, no centro dengo-dengo.

O rolo começou porque Chunga, um assaltante conhecido dos milicos, andava desconfiado que sua namorada, J.M., 28 anos, tava lhe botando um par de chifres. Com a pulga atrás da orelha, o cara escolheu a madrugada de ontem pra descobrir se tinha razão. Não deu outra. Por volta das 5h, o bandido pintou na casa da namorida, na rua Esther Rebello Narciso, no centro, e encontrou o Ricardão por lá.

Chunga ficou tão transtornado que começou a quebrar tudo. Ele detonou o carro de A.C., o Ricardão de sua muié. Um Pólo e um Golf tavam estacionados na garagem da casa da namorada de Chunga, e ele foi detonando as carangas. A vizinhança ficou horrorizada e chamou a PM. O mequetrefe viu as baratinhas chegando e resolver dar no pé.

Mas ele tava tão doido que perdeu a noção do perigo. Entrou no Gol, placa KMJ 4709 (Navegantes), que é da sua mãe, e tentou atropelar um milico pra conseguir carcar. A PM revidou e mandou uma chuva de bala pra cima da caranga. Segundo o tenente Rafael Vicente, Chunga provavelmente foi atingido no braço ou na perna.

Fuga

Mesmo baleado, o bandidão meteu o pé no acelerador e simandou. Como o maldito é figurinha carimbada do mundo do crime, os milicos suspeitavam que ele ia sisconder no bareco de seu pai, o bar do João do Paraná, na rua Vereador Paulo Ney Laurentino, no bairro Areias Brancas. Os meganhas foram pra lá e encontraram o traste. Chunga viu que não tinha mais escapatória e saiu correndo pro meio do mato. Os meganhas foram atrás do traste, mas não o encontraram.

O caso agora foi repassado à Civil, que abrirá um inquérito pra apurar o rolo. A PM espera que seja pedida a prisão do maldito, pra colocar o safado na jaula de uma vez por todas. O carro do vadio foi apreendido e será liberado, após uma perícia, pra família do coisa-ruim.

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Foi sepultado ontem pela manhã, no cemitério do Passa Vinte, em Palhoça, o corpo de Joel Henrique de Lima, 41 anos. Ele morreu na quinta-feira enquanto aguardava a papelada pra dar entrada no presídio da capital. O cara havia sido transferido da cela da delegacia de Palhoça, que tinha 12 presos num cubículo onde só cabem três.

De acordo com o diretor em exercício do complexo penal da capital, Joaquim Valmor de Oliveira, Joel e outros dois presos chegaram à unidade com problemas de saúde. Só que Joel passou mal antes mesmo de dar entrada. O socorro foi acionado, mas, quando chegou, o homem já havia morrido.

A superlotação em Palhoça é recorrente. O delegado Nivaldo Claudino diz que há dias era pedida a transferência de presos por causa da lotação acima da capacidade do cubículo e também por causa da falta de condições de habitação motivadas pelo calor.

Javan Henrique Marques de Lima, filho do morto, disse por telefone, que o pai estava com a saúde prejudicada. Com o forte calor que tá fazendo pelai, o corpo do homem tava tomado pela sarna, pereba contraída na cela da DP. “Mesmo com a saúde debilitada, ele foi transferido. Não houve atendimento médico. Vamos processar o estado para que outras famílias não passem pelo que estamos passando”, conta o jovem, que acredita que o pai tenha morrido por problemas respiratórios ou do coração.

Ninguém na secretaria de Defesa do Cidadão foi encontrado pra saber que providências tão sendo tomadas sobre o caso. O laudo cadavérico, que vai apontar a causa da morte de Joel, fica pronto em até 45 dias.

Em 2008, Joel foi preso por estelionato. Aplicava golpes em joalherias, postos de gasosas e outros comércios. Ficou preso após ser confirmado que ele havia aplicado golpes que ultrapassavam R$ 250 mil. Cartões de crédito e cheques clonados faziam parte da rotina do finado. Após sete meses enjaulado, Joel foi liberado até ser guentado novamente pelo mesmo crime.

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