• Postado por Tiago

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Bandeirinhas e camisetas serão ?recicladas?

Criada para ser um evento de confraternização entre todas as igrejas cristãs, a Marcha Para Jesus, que rola hoje em Itajaí, não terá a presença dos representantes da igreja católica. O padre Antônio Luiz Schmitt, da igreja do São Vicente e responsável pela comarca peixeira dos católicos, disse que não lhe foi repassado nenhum convite específico e por isso não participará do evento. ?O que vejo por aí é uma propaganda de um evento dos evangélicos?, explicou.

O vereador Maurílio Moraes (PDT), criador da lei que instituiu o último sábado de julho como o dia da Marcha para Jesus, disse que o evento é destinado à toda a comunidade peixeira e membros de todas as igrejas, não apenas as evangélicas. ?Não fizemos convites específicos a nenhuma igreja, pra não convidar uma e deixar outra de fora?, disse. ?Mas fizemos a divulgação na imprensa e em carro de som, chamando toda a população para participar?, completou.

A tal marcha já tá na terceira edição na city. O povão religioso vai ter que madrugar e se reunir às 8h na frente da prefeitura. O pessoal da Codetran vai organizar o trajeto e os caminhantes vão bater perna pelas ruas Tijucas, Gil Stein Ferreira e Hercílio Luz, até chegar à praça Vidal Ramos, por volta das 10h30. Na pracinha um palco será armado pela secretaria de obras pra receber apresentações musicais de grupos evangélicos da região.

Apesar de afirmar que o evento não é especificamente evangélico, além das bandas religiosas, a lei municipal determinou que a organização da caminhada é do Conselho de Pastores Evangélicos de Itajaí (Copevi). A prefa vai disponibilizar barnabés, e também deverá arcar com alguns recursos para a organização do evento, já que atua na divulgação e na confecção de camisetas e bandeiras pros participantes. ?Algumas camisetas sobraram do ano passado e bandeirinhas também. Estamos pedindo aos participantes de edições anteriores que tragam suas camisetas, para que novos adeptos recebam as confeccionadas para este ano e para reduzir os custos?, justificou o vereador Maurílio.

Apesar de não participar da marcha este ano, o representante da igreja católica não descartou a possibilidade de isso acontecer futuramente. ?Já temos nossa programação, mas poderíamos avaliar o evento e tentar adaptar nosso calendário a ele?, afirmou o padre Antônio Schmitt.

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