• Postado por Tiago

A pergunta que não quer calar. O que provocou o fogo que destruiu a câmara frigorífica da Iceport? A resposta, pelo jeito, só vai ser conhecida dentro de 30 dias, quando os vermelhinhos apresentarem o laudo da perícia técnica na geladeira gigante. A direção da Portonave resolveu sair na frente para dizer que qualquer informação sobre as causas do incêndio antes do resultado da perícia não passa de especulação barata.

Outra pergunta que ficou sem resposta foi o tamanho do prejuízo deixado pelo incêndio. Segundo a assessoria de imprensa da Portonave, a preocupação da empresa era apagar o fogo e depois pensar no prejuízo. Dentro da câmara estavam armazenadas 14 mil toneladas de frango, que foram para os ares com o fogaréu. A assessoria afirmou que o porto possui seguro, que já foi acionado, mas ainda não sabia dizer se os danos teriam cobertura completa.

Até o fechamento desta edição, os vermelhinhos estavam apagando pequenos focos de incêndio no interior da câmara. Os bombeiros descobriram que o fogo não tinha sido completamente controlado dentro das tubulações da câmara frigorífica e resolveram jogar mais água nas paredes do prédio. Como toda a amônia que tinha no local tinha sido retirada, a noite de trabalho dos vermelhinhos foi mais tranquila, pois não tinha mais riscos de vazamento e de explosão.

O superintendente da Portonave, Osmari Castilho, explica que o fogaréu começou na parte superior da câmara frigorífica e se alastrou rapidamente. Questionado sobre as manutenções que poderiam estar rolando na câmara e que poderiam ter causado o incêndio, Castilho se limitou a dizer que manutenções ocorrem todos os dias na Iceport. “Não tivemos a avaliação sobre o que ocorreu. Qualquer informação é precipitada”, destacou.

O coronel dos vermelhinhos, Carlos Olímpio Menestrina, continuou a cantilena de Castilho. “Não há como descobrir o que provocou o incêndio. Será realizada uma perícia e acredito que dentro de 30 dias ela fica pronta”, completou. A direção da Portonave, por sua vez, garantiu que desconhece se ocorreu alguma falha no sistema elétrico da Iceport. Também disse que o sistema de incêndio funcionou certinho com os alarmes, mas como o fogaréu tava rolando em cima da câmara, foi difícil controlar as chamas a tempo.

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