• 19 dez 2009
  • Postado por Tiago

cesar valente

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA: eu sempre tive curiosidade pra ver como é que o Lula, que não fala outra língua além do português se virava nos encontros internacionais. Nesta foto dá pra ver que fica um cara, provavelmente servidor do Itamaraty, dizendo baixinho pro chefe o que é que os outros tão falando. E nesta mesa, em que Lula (que é ?o cara?) está ao lado de seu velho amigo Barack Obama, o jogo era duro: à frente deles, falando em mandarim, estava o primeiro-ministro chinês.

A escola francesa necessita atenção

Permitam-me os leitores habituais que eu me dirija, em particular, a quem, imagino, possa interessar os rolos da escola francesa.

Caríssimos governador LHS e vice-governador Pavan:

Sei que vocês se esforçaram bastante para trazer a filial da Escola Nacional de Administração, da França. E que pretendem que ela ajude a melhorar a qualificação dos servidores públicos à disposição do estado de Santa Catarina.

Gostaria de recomendar, como o crítico leal que sempre fui, que vocês tratem de encarregar alguém, de estrita confiança, que dê uma boa olhada no que está acontecendo na ENA-Brasil. E com urgência.

Tomei conhecimento, ontem, das reclamações de alunos quanto a várias inconsistências e indícios de irregularidades no processo seletivo. Se for verdade o que me foi relatado, a coisa tá um tanto quanto bagunçada.

Mas não precisam levar meus comentários a sério: peçam para que alguém idôneo e que não seja conhecido dos dirigentes da escola, dê uma conversada com os alunos e candidatos. Tanto com os satisfeitos, que foram aprovados, quanto com os insatisfeitos. Procurem ler os recursos apresentados (e também aqueles que foram recusados ou que sucumbiram numa das mudanças inesperadas de prazo). Vejam se não existem situações inaceitáveis para uma escola que deveria ser modelo.

Por exemplo: quem ficou inconformado com a nota recebida na prova dissertativa, foi proibido de ter acesso a ela, para poder formular um recurso ou entender a razão da nota. Parece que há mesmo uma advertência, no material da escola, informando que a decisão é irrecorrível, o que, em termos de administração pública, parece um excesso.

São vários pontos nebulosos, diversas queixas e várias dúvidas. Tenho certeza que qualquer investigador de boa fé conseguirá identificar essas questões e, quem sabe, sugerir um redicionamento dos procedimentos, para que os objetivos pretendidos sejam atingidos. Do jeito que está, não sei não, mas acho que se trata de uma bomba-relógio que, mais cedo ou mais tarde, acabará estourando no colo de um de vocês dois. E causando danos à imagem da administração de ambos.

Boa sorte e feliz Natal.

Pavan CONTINUA FALANDO

O vice-governador Leonel Pavan deu numerosas entrevistas nos últimos dias (hoje estará no programa do Salum, no SBT-SC). Em todas, mantém a linha de defesa que apresentou já na primeira entrevista, para o Diarinho, logo depois do indiciamento: não recebeu dinheiro, não mandou fazer nada pela empresa e a denúncia tem componente político-eleitoral.

O saco de bondades natalinas oficiais

Ainda não tive tempo de fazer um levantamento decente das bondades feitas no apagar das luzes do período de trabalho da Assembléia Legislativa.

O pessoal do Tribunal de Contas, por exemplo, ganhou presentinhos suculentos (inclusive, se não me engano, ressuscitando ?conceitos? de agregação que estavam extintos desde a época do Kleinubing governador). O andar de cima dos barnabés da Alesc também parece que teve agradinhos financeiros. Sem falar nos subsídios do governador, vice e secretários, que são um mimo para aqueles que têm, como teto de seus vencimentos o valor pago ao governador ou aos secretários.

E vai por aí afora. Foi bastante coisa. Até no Tribunal de Justiça houve a liberação de uma graninha de precatórios que estava sendo aguardada há tempos (e que beneficia uns 900 servidores).

Fepese, Alesc e o plágio

É muito engraçado ler que ?a UFSC quer saber nome de professor suspeito de plagiar questões da prova?.

Ora, se a Fepese foi a encarregada de fazer, fornecer e administrar as provas do concurso da Alesc, a responsabilidade por qualquer coisa que tenha dado errado, é da Fepese. Portanto, a UFSC já sabe que uma das suas fundações de apoio aplicou, irresponsavelmente, uma prova onde havia questões plagiadas.

E a Alesc, tão ciosa a ponto de anular todas as provas, mesmo as que não tinham sido plagiadas (talvez para dar uma segunda chance a alguém que tenha ido mal), sabe que a responsabilidade é da Fepese. Mas, mesmo assim, continua abraçadinha com a Fundação, como se esta fosse vítima e não culpada.

A Fepese, num movimento rasteiro de tirar o seu da reta, pretende fazer-nos crer que toda a culpa é de quem elaborou a prova. Em primeiro lugar, essa pessoa foi escolhida (a dedo?) pela Fepese. Que deveria, me parece, ter submetido a prova a algum tipo de revisão antes de aplicá-la. Tem culpa o autor da prova (e das cópias)? Claro. Mas também tem boa parcela de culpa a Fepese.

Se a UFSC quer ou precisa tomar alguma providência, deve primeiro acionar a Fepese. Depois, no curso do processo, se tiver que expulsar ou punir professores da universidade (afinal, dirigentes da Fepese também são professores, pois não?), que o faça. Sem aceitar que dirigentes da Fundação façam o joguinho que têm feito: ?ah, é um professor do departamento tal, mas não podemos dizer o nome?.

Estão brincando com a credibilidade e o bom nome não só da UFSC, mas também do Departamento de Jornalismo, responsável por um dos cursos mais respeitados e conhecidos do País. Com que objetivo? Proteger um plagiador ou apenas desviar a atenção de sua própria incompetência?

HO HO HO

O prefeito de Florianópolis e sua troupe conseguiram bagunçar completamente uma das festas mais tradicionalmente pacíficas. Que tipo de confusão pode ter no Natal e final de ano?

Decoração natalina e fogos de artifício é o essencial. Dependendo do ano e do caso, uma frescurinha a mais aqui ou ali. Não tem o que inventar, não tem como errar. Tem sido assim pelos séculos afora, no mundo todo.

Pois eles conseguiram: criaram um enredo complicadíssimo de árvore feiosa de dia e cheia de novidade eletrônica de noite, com palcos e infraestrutura que estavam no contrato, mas também estavam em outras licitações e outros contratos, numa confusão típica de mutretas e maracutaias.

Como resultado, vamos passar o Natal sob uma incômoda e desagradável nuvem de suspeitas, tendo que ouvir explicações tortas. Saco.

FELIZ NATAL E ATÉ MAIS

Caros leitores e leitoras, se a gente não se falar mais, feliz Natal! E um Ano Novo cheio de alegrias.

  •  

Deixe uma Resposta