• Postado por Tiago

É junto ao Copom de Balneário Camboriú que todos os chamados da região são atendidos

A regulação do Samu, em Balneário Camboriú, funciona junto da central de Operações da Polícia Militar (Copom), e recebe em média 120 ligações todos os dias. Os pedidos de socorro vêm de Piçarras, Penha, Navegantes, Itajaí, Camboriú, Itapema, Porto Belo, Bombinhas, Brusque, e da Maravilha do Atlântico. É dali que saem as orientações pra que as ambulâncias, instaladas em cada município, cheguem a tempo de salvar uma vida.

O coordenador do Samu na região, o médico Douglas Falleiros Ortiz, explica que os telefonemas são atendidos por um técnico de apoio à regulação médica (tarm). É ele quem vai anotar de onde vem a chamada, o nome de quem tá pedindo auxílio, e qual o estado do paciente, tudo no menor tempo possível. As ligações passam então pro médico regulador, que vai dar orientações pra quem tá no outro lado da linha e decidir se é preciso enviar uma ambulância. Ele pode escolher entre uma unidade básica ou uma UTI móvel, dependendo da gravidade da situação. ?Todas as ocorrências são passadas pro médico, por isso às vezes as pessoas reclamam que o atendimento demora um pouco mais. Mas isso é muito importante, porque na grande maioria dos casos não é preciso o envio de ambulância?, diz.

Na hora do apuro, tem gente que procura o atendimento de urgência até em casos de febre ou enjoo. ?Muita gente não entende o que é serviço de urgência, e fica chateada quando a ambulância não vai?, comenta Douglas. Mesmo assim, as estatísticas da secretaria de Saúde mostram que, só de janeiro a outubro do ano passado, rolaram mais de 15 mil atendimentos com ambulância na região.

Hora da ação

Quando o médico percebe que o atendimento no local é mesmo necessário, passa o bastão pro rádio operador, que faz a comunicação com as ambulâncias espalhadas pelas citys da região. Hoje, cada município tem uma unidade básica, que conta com um motorista-socorrista e um enfermeiro. Itajaí e Balneário Camboriú também têm uma UTI móvel, que além do socorrista e do enfermeiro, leva um médico.

Pra que tudo funcione direitinho, é preciso uma renca de gente trabalhando. Ao todo, 27 médicos trampam em Balneário, divididos entre a regulação e a UTI móvel, e outros nove em Itajaí. Na central são cinco técnicos que atendem o telefone e cinco rádio-operadores. Em cada município, onde tem ambulância básica, são cinco enfermeiros e cinco técnicos de enfermagem. Todo mundo se divide nos plantões.

Baita sacanagem

Além de enfrentar o desafio de salvar vidas todos os dias, o pessoal que trampa no Samu também tem que conviver com a falta de bom senso dos engraçadinhos que telefonam pro 192 pra passar trotes. Os números da secretaria de Saúde revelam que até outubro do ano passado, dos mais de 38 mil atendimentos, oito mil foram trotes, o que dá 23% do total.

Douglas diz que a maior parte dos sem-noção são descobertos no primeiro contato. ?Geralmente o tarm (técnico de apoio à regulação) consegue identificar fácil. A maioria dos trotes é feita por crianças?, comenta.

Mas tem casos em que o mentiroso é tão bom de lábia, que a brincadeira de mau gosto acaba com uma saída da ambulância pra socorrer um paciente que não existe. ?É raro, mas acontece?, reconhece Douglas. O difícil é responsabilizar quem fez a sacanagem, já que esse tipo de ligação costuma ser feita de orelhões. ?É um desperdício de recursos. Alguém pode estar precisando de verdade de uma ambulância que está empenhada num trote?, lamenta o médico.

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