• Postado por Tiago

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Policlínica do São Viça tava lotadaça

O cenário era de caos. Passava das 17h de ontem e cerca de 40 pessoas se amontoavam na policlínica do bairro São Vicente. Idosos, jovens e até crianças esperavam com olhar de quem não aguentava mais estar naquele lugar. ?Tô aqui há horas esperando por um raio-x do pulmão?, desabafa a senhora de 40 anos, que decidiu sentar do lado de fora do postinho por causa da muvuca.

Nas cadeiras do lado de dentro da policlínica, peixeiros com máscaras se misturavam com pessoas que apenas faziam companhia aos doentes com suspeita de estar com a gripe porca. Alguns sem qualquer tipo de proteção em uma sala que até parecia uma sauna. Ventilação por lá, só da porta de entrada.

Na fila seu Jair Fonseca, 52 anos, contou que desde sábado tá com febre alta, passando de 39 graus, sente dor no peito e tem muita tosse. De manhã, não tinha nem forças pra levantar da cama, mas à tarde, depois de tanto a esposa insistir, o pedreiro e morador do bairro Cidade Nova foi até o centro de atendimento da gripe porca no São João. ?Cheguei lá era 16h45, não tinha ninguém e me mandaram pra cá. Não entendi, mas obedeci?, disse Jair.

Quem já não tinha mais calma era a dona de casa Lindalva Pedro, 33. A moradora do São Viça tava indignada com o filho de nove anos nos braços. No telefone com o marido, ela explicava a situação. ?Disseram que não tem pediatra e só vai chegar às 19h. Ele tá com muita febre, não podemos esperar até lá. Vem aqui me buscar e vamos no Pequeno Anjo?, pedia a mãe.

O movimento na policlínica do São Vicente não parou em nenhum momento durante os cerca de 30 minutos em que a reportagem do DIARINHO ficou por lá. Pessoas saíam e entravam do local a todo o momento. Enquanto isso, exatamente às 17h20, na central de atendimento do bairro São João, nenhuma pessoa aguardava na sala de espera. Só os barnabés da secretaria de saúde esperavam dar 18h pra ir pra casa.

A explicação pra tal diferença, disse a coordenadora da central da gripe porca, Hilda Wippel, tá no horário de atendimento. No bairro São João o povão é recebido pelos dois médicos de plantão só até às 18h. ?Ontem nós atendemos 64 pessoas e às 17h ainda tínhamos 10 pessoas esperando. Como não íamos conseguir atender todos até às 18h, encaminhamos pra policlínica?, falou Hilda.

Dalva Rhenius, secretária da saúde peixeira, não tava sabendo do perrengue registrado no fim da tarde de ontem. A bagrona ficou dicara, disse que vai verificar pessoalmente a situação e garantiu: ?Não é falta de organização e nem de profissional na central de atendimento. É falha profissional?, detonou.

A secretária aproveitou pra avisar que no sábado rola um concurso simplificado pra contratar em caráter de urgência mais cinco médicos pra atender nos postinhos peixeiros os casos de suspeita de gripe porca.

Mais um doente no Itajaí

O boletim da secretaria de saúde peixeira divulgado no fim da tarde de ontem confirmou mais uma criança com a gripe porca na cidade. Segundo as informações oficiais, o paciente recebeu alta do hospital Pequeno Anjo e passa bem.

Com isso, sobe pra seis o número de peixeiros contaminados com o vírus H1N1. Casos suspeitos também aumentaram de 49 para 53. A boa notícia é que, 15 já foram descartados.

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Uma Resposta to “Centro da gripe fica vazio enquanto postinhos tão lotados”

  1. laurinet Diz:

    Pior de tudo que só falam de Itajaí e o povinho de Balneário tá achando que não existe nenhum caso confirmado, fico de cara, tenho certeza que existem casos de morte, mais foram abafados.

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