• 07 maio 2009
  • Postado por Tiago

Lula visita as enchentes do Nordeste

“Putz, será que já terminei de mandar a grana que prometi pra SC?”

DE VOLTA AO TRABALHO?

A Secretaria da Fazenda do governo estadual distribuiu ontem uma notinha (“Fazenda divulga arrecadação de abril: perdas continuam”) com informações sobre a coletoria. Seria um texto rotineiro, com o balanço mensal, não fosse um pequeno “caco” inserido logo no primeiro parágrafo, à guisa de explicação para uma redução na velocidade da queda. Olhem só (coloquei em negrito o trecho que achei… “interessante”):

“O mês de abril registrou uma perda de arrecadação de R$ 29,7 milhões na arrecadação Estadual em relação ao orçado para o período. Foram arrecadados R$ 924,1 milhões, enquanto o orçado para o mês era de R$ 953,8 milhões. De acordo com o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, embora as perdas venham diminuindo, ainda é preciso muito esforço para recuperar as finanças, já que os prejuízos contabilizados desde o final do ano passado já ultrapassam os R$ 410 milhões. “Essa diminuição das perdas já é reflexo da aprovação das legislações que asseguram o acordo de resultados com fiscais e analistas da Fazenda”, assegura.”

Ou seja (que é como o Lula gosta muito de começar as frases), devemos entender que havia uma espécie de greve branca (do latim corpus molens) dos fiscais e analistas e, com o atendimento de suas revindicações remuneratórias, voltaram a trabalhar para ajudar a estancar a sangria? Ah, tá…

MEDICINA PRIVADA

O prazo de consultas para quem tem Unimed, em muitos dos cardiologistas da capital turística do Mercosul e capital mundial do WTTC: novembro ou, com sorte, outubro.

Aí o idiota que paga, sei lá, uns R$ 400 por mês pra Unimed, lembra às recepcionistas que estamos no comecinho de maio, deve ter algum engano. Que nada, é isso mesmo, cinco a seis meses de espera.

Mas a Unimed não era pra ser uma cooperativa de médicos, que acabou com os outros planos justamente porque os médicos sentiam-se melhor trabalhando para ela? Hum… parece que isso tudo mudou. Pelo jeito a Unimed é uma cooperativa de médicos que cobra bastante da gente e paga pouco para os médicos. Donde a descarada má vontade com que reservam, nas agendas, uma ou duas consultas por dia (ou seria por semana?) para os infelizes clientes do “convênio”.

Se for “particular” (expressão que se refere ao dinheiro à vista, porque não me consta que a Unimed seja “pública”), tem horário para amanhã ou, no máximo, semana que vem.

E tem gente que já se conformou: tem Unimed só para eventuais despesas de laboratório ou internação (o que também não é grande negócio, porque acima de certo limite a gente paga o excedente). Médico tem que ser com o vil metal posto sobre o balcão, na hora. Em geral antes da consulta.

Pra remediar e fazer de conta que está tudo bem, a Unimed da capital abriu uma linha telefônica pra ajudar a encontrar médicos do convênio que topem atender em menos de um mês. O resultado é que o pessoal está deixando de consultar seus médicos de escolha, preferência e que guardam o histórico de quase uma vida inteira de queixas, pra começar tudo de novo com um desconhecido. Ou com vários, porque até encontrar um em quem a gente confie…

AS DÚVIDAS DO BRANDÃO

Esta eu pesquei lá no blog do Fred (jornalista da Folha, especializado em questões jurídicas), mas como é mais uma sacada do Brandão, nosso vizinho aqui de Blumenau, trouxe pra cá:

Descaminho, sonegação e dúvidas do procurador

O Blog recebeu do Procurador da República João Marques Brandão Néto, de Blumenau (SC), as seguintes questões, que submete aos leitores:

1) Gostaria de saber se a grande imprensa sabe (e se sabe, o que pensa) da decisão do STF de considerar que um descaminho (importar mercadoria burlando o imposto) cujo imposto é menor de R$ 10 mil, não é considerado crime?

2) Que se alguém sonega tributo em valor menor de R$ 10 mil, não é crime?

3) Se sabem (e o que pensam) que, para o Tribunal de Contas da União, se alguém lesa os cofres públicos em menos de R$ 23 mil, não há apuração alguma?

“Só quero saber, sem maiores motivos. Desde já, obrigado”, diz Brandão.”

ESSA DESCENTRALIZAÇÃO…

A Secretaria do Desenvolvimento Regional de Rio do Sul parece ser uma repartição bem movimentada. E tem dado bastante trabalho para a Promotora de Justiça Havah Emília Piccinini de Araújo Mainhardt. Segundo conta a edição de hoje do Diário Oficial do Ministério Público de Santa Catarina, a promotora começou, no dia 27 de abril, a se preparar para meter a mão e várias cumbucas suspeitas:

1. Apurar a ocorrência de custeio indevido, pelos cofres públicos, de jantar oferecido a professores da rede pública estadual e, também, de festa realizada no final do ano de 2008, na Gerência Regional de Educação de Rio do Sul (GERED), na qual houve a distribuição de inúmeros brindes de origem desconhecida.

2. Apurar a ocorrência de superfaturamento no valor de obras e reformas executadas na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Rio do Sul, na Gerência Regional de Educação de Rio do Sul (GERED) e, também, em escolas estaduais da região de Rio do Sul, pela empresa Versal Perfeita Construções Ltda.

3. Apurar eventuais irregularidades na contratação da empresa Anderson Carlos de Souza Informática Ltda pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Rio do Sul para a prestação de serviços de informática a microcomputadores da Gerência Regional de Educação de Rio do Sul (GERED) e de escolas estaduais da região, sem prévio procedimento licitatório.

4. Apurar eventuais irregularidades na contratação da empresa Rochagaz Comércio Distribuidora Ltda. pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Rio do Sul para o fornecimento de gás de cozinha para aquela Secretaria de Estado e, também, para escolas estaduais da região, sem prévio procedimento licitatório.

Claro, a investigação pode mostrar que era só fofoca e que não aconteceu nada de mais grave. Mas, cá entre nós, é bastante fumaça, né não? Será que não tem nem um foguinho aí no meio?

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