• 08 maio 2009
  • Postado por Tiago

WTTC, URGENTE!

Algumas informações de última hora sobre o WTTC:

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A emenda orçamentária de R$ 11 milhões, proposta pelo senador Neuto de Conto (PMDB) e apoiada pela senadora Ideli (PT), não destinará mais recursos para o WTTC. Parece que, lá no início, era uma emenda para o turismo catarinense (vários eventos, como o festival de Dança, seriam beneficiados). Daí, com o surgimento da história do WTTC se começou a pensar em usar parte da grana e saíram todos falando nisso. Mas ontem, no Ministério, segundo informa o próprio governo LHS, bateu-se o martelo para deixar o WTTC fora desse caminhãozinho de dinheiro.

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Lula estará na abertura no WTTC, dia 14. E vai a Joinville. Sempre com a Dilma a tiracolo.

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Embora em alguns anúncios de rádio a gente ouça que “milhares” de pessoas virão para o WTTC, o número de participantes, até o momento, está assim distribuído:

250 a 300 delegados internacionais, filiados ao WTTC

200 delegados nacionais, entre os quais todos os secretários de turismo dos estados

200 convidados, principalmente do “trade” e instituições ligadas ao turismo

70 jornalistas internacionais

30 jornalistas nacionais (com mais uns 30 que vão só acompanhar Lula).

Então, se a calculadora não me falha, o número de visitantes estrangeiros por causa do evento não chegará nem a 500, quanto mais aos milhares citados na entusiasmada propaganda que nos adverte que devemos deixar a casa limpinha para não fazer feio diante das visitas chiques.

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“O evento não vai custar R$ 10 milhões”, garante o sempre atento Gayoso, assessor do LHS. Segundo ele, as verbas obtidas, registradas e cujo uso “será fiscalizado com todo rigor” provém do governo do estado (parte do tesouro, parte do Funturismo), que entra com R$ 5 milhões e da Embratur, com R$ 2,5 milhões. Ele não tem idéia de onde o Magnavita tirou aqueles outros R$ 2 milhões que, no artigo, são atribuídos ao Funturismo e à prefeitura. “Nem sei se a prefeitura está entrando com alguma coisa”, disse.

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Uma outra explicação que o Gayoso deu foi sobre os tais de “media partner”, veículos de comunicação que compõem um seleto quadro de apoiadores institucionais. Há, ali, uma troca: a marca dos veículos circula o mundo no material do WTTC e é associada ao nome da entidade e os veículos oferecem espaço para divulgação do evento. Não há remuneração direta pelo fato de ser “midia partner”. E, garante Gayoso, todos os veículos de comunicação que desejarem poderão entrevistar os participantes e cobrir o evento. Não há nenhum tipo de exclusividade. Embora exista, é claro, alguns privilégios, como preferência para a primeira entrevista (os demais veículos ficam na fila, mas também terão acesso aos figurões, figurinhas e arrozes de festa).

AH, ESSES MÉDICOS…

Ontem comecei a falar sobre esse problema (na nota “Medicina privada”), mas acho que faltou dizer alguma coisa, sobre a atitude dos médicos que se mantém como credenciados da Unimed, mas não fazem questão de atender aos clientes do convênio, reservando-lhes escassas vagas para daqui a cinco ou seis meses.

Naturalmente, não conheço todos os médicos nem fiz qualquer estudo mais extenso. Mas permitam-me tomar o meu caso pessoal. Alguns dos médicos que costumava consultar (afinal, além de hipocondríaco moderado já estou queimando óleo 50 e tantos) em quem confiava, entraram nessa. Consulta pela Unimed só daqui a trocentos dias. Com pagamento à vista, daqui a horas.

São grandes médicos, que sempre mereceram todo o respeito não só meu e de minha família, mas de toda a comunidade. Com essa atitude, no entanto, dão um tiro no pé de seu próprio nome profissional. Acho que até os respeitaria mais se tivessem cancelado o credenciamento com a Unimed. O jogo estaria mais claro e demonstrariam, sei lá, insatisfação com os valores que a cooperativa repassa. E ninguém pode ser obrigado a trabalhar para quem não o remunera satisfatoriamente.

Mas manter a plaquinha Unimed na porta e só atender o convênio depois de ter atendido todos os clientes que pagam à vista é uma atitude “esperta” que contamina todo o resto. “Ah, mas meus clientes particulares também merecem atenção”, pode alegar algum deles, como se os clientes da Unimed não fossem, sob todos os aspectos e sentidos, também “clientes particulares”.

Dá a impressão (e tomara que eu esteja errado), que o lado comerciante dos médicos não quer perder de vista a espetacular carteira de filiados da Unimed, que lhes garante um grande potencial de clientela e conta com o desespero da turma: o sujeito liga para marcar pela Unimed e aí, quando sabe que só tem hora em novembro, faz um sacrifício e topa uma consulta para amanhã, pagando à vista. Se o médico se descredenciar, perde esse “chamarisco”. Ganha em credibilidade, mas o que é a credibilidade nos dias de hoje? Bom nome não paga a prestação do carro, muito menos do apartamento e sequer o almoço.

Por isso, tomei uma decisão que considero grave e importante: risquei do meu caderninho de telefones o nome, o telefone e o endereço dos meus médicos tradicionais que estejam fazendo esse joguinho. Alguns estavam ali anotados há décadas.

É hora de procurar gente nova, que ainda não esteja viciada e que talvez – por que não – seja mais atenciosa e competente que seus mestres. Ah, e de honrar, com o dobro de respeito, aqueles que, mesmo com nome consolidado na praça, ainda continuam tratando a todos da mesma forma cortês.

UNIMED SISPLICA

Recebi uma cartinha da assessoria de imprensa da Unimed Grande Florianópolis, em resposta ao que escrevi ontem. Principais trechos:

“A Unimed Grande Florianópolis trabalha, desde a sua criação, com foco na excelência do atendimento. (…) Em 2007, a Cooperativa criou o serviço de Agendamento Médico, através do qual os clientes que enfrentarem dificuldade em agendar consulta com qualquer especialidade médica têm à disposição profissionais capacitados para efetuar o agendamento. O telefone é o 0800 48 3500. Os agendamentos feitos por este serviço também são feitos com médicos especializados e capacitados nas suas áreas de atuação. (…)

Segundo o estatuto médico da Cooperativa, 50% da agenda dos médicos cooperados têm que ser destinada ao cliente Unimed. Se o cliente tem informações que contrariam o estatuto, ele pode procurar a Unimed para conversar.”

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