• 22 out 2009
  • Postado por Tiago

Ê brasilzão sem portêra!
Nos últimos cinco dias estive ocupado numa tarefa pouco comum (pelo menos pra mim): fui e voltei a Brasília de carro. Percorri, no total, uns 3.400 km sem incidentes. E revisitei parte deste País que sempre nos surpreende. Em alguns lugares, como o planalto central, o céu parece tomar conta de tudo, é mais do que paisagem, é abrigo, envoltório. Nos sentimos pequenos diante de tanto espaço acima do horizonte.
Em outros lugares, é a paisagem humana que nos assombra. Seja cultivando campos imensos a perder de vista, seja construindo complexos industriais imensos, tudo revela que somos um País rico. E bonito, muito bonito.
Tá certo, ainda tem coisas a fazer, injustiças a corrigir. Mas um passeio pelo Brasil sempre nos dá força e ânimo para insistir. E persistir. Sem imaginar que fugir para outro País vá resolver tudo como num passe de mágica. Cada vez me convenço mais que vale a pena tentar consertar a nossa própria casa.

BABAQUICE RODOVIÁRIA
Vejam só que coincidência, a maior (e única) demonstração de babaquice no trânsito que presenciei, ao longo de milhares de quilômetros e dezenas de pedágios, foi estrelada por um Land Rover verde escuro com placas de Balneário Camboriú, SC. Vou contar porque, de certa forma, é até divertido ver a que nível chega a estupidez humana.
Na rodovia Régis Bittencourt, sentido São Paulo – Curitiba, tem aquela serra cuja principal característica são as dezenas de banquinhas vendendo banana. A estrada tem três pistas, mas mesmo assim, em algumas ocasiões, um caminhão inventa de ultrapassar outro e um terceiro ultrapassa o segundo, de um jeito que fica a estrada toda ocupada por caminhões, naturalmente mais lentos que os automóveis de passeio.
Pois bem, estava a estrada assim, ocupada, quando o Land Rover esse, aparentemente novinho, dirigido por um bacana sem noção, começou a buzinar atrás do caminhão!
Digam-me vocês, que são espertos e experientes, o que adianta buzinar atrás de um caminhão na subida de uma serra? Será que a buzina acrescentará algumas dezenas de cavalos ao motor do brutus para que ele ande mais rápido?
O babacão dava a impressão de não ter a menor idéia do motivo que fazia o caminhão, que estava ultrapassando outro ainda mais lento, não sair da frente imediatamente.
Como é provável que o idiota leia este jornal (afinal, em Balneário Camboriú todo mundo lê o DIARINHO), vou explicar pra ele como a coisa funciona: quando enfiastes o dedo na buzina, mesmo que o motorista do caminhão tivesse ficado morrendo de medo (coisa que, lamento informar, é possível que não tenha acontecido), não poderia abrir passagem, chegando para a direita, porque ali estava um caminhão tão grande quanto ou ainda maior. E mais, ele não estava andando devagarzinho porque queria. Como deves ter notado (ou talvez não), nas descidas e retas eles correm bastante. Ele estava devagar, seu panaca, porque era um caminhão carregado, numa subida de serra! E como já disse, buzina de carro chiquetoso não faz o menor efeito na potência dos motores de quem está à frente.
O único resultado concreto das insistentes buzinadas do “gênio”, foi atrair, para si e seu reluzente veículo, os olhares de todos os que estavam próximos. E enquanto uns riam do tamanho da bobagem, outros o mandavam para lugares distantes e/ou xingavam a mamãe.
É bom ressaltar que o carro, coitado, não tem culpa. O indivíduo que estava atrás do volante e que, pelo jeito, descobriu onde aciona a buzina há pouco tempo, é que merece toda a nossa piedade: perdoai-o (a), porque, sem a menor dúvida, ele (ela?) não sabe o que faz. E, é claro, dinheiro e cultura (educação, cortesia, inteligência, civilidade) nem sempre andam juntos.

ESTES CÃES E GATOS
ESPERAM POR VOCÊS
(Tio Cesar mostra seu lado animal
e abre espaço para divulgar
uma feira de adoção na capital)

Um ótimo passeio para este primeiro sábado com horário de verão é visitar a Feira de Adoção de Animais da Abaré no Shopping Floripa, ali na SC-401, na altura do Saco Grande. Entre as 10 e as 17 horas, dezenas de cães e gatos de todas as idades, portes e tipos estarão no estacionamento G-1, esperando por novos lares.
Em comum, eles tem só o fato de terem sido resgatados de situações de abandono ou de maus tratos por protetores voluntários da Abaré. Tratados e recuperados, esperam agora uma nova chance para serem felizes, e fazerem a felicidade de suas novas famílias.
Todos os animais adultos expostos na Feira estão castrados e os filhotes tem a garantia de castração quando chegar a idade apropriada. Avaliados por veterinários, todos foram vacinados e vermifugados.
Para adotar, os interessados devem trazer documento de identificação e comprovante de residência. Escolhido o adotado, passam por uma entrevista com o protetor responsável pelo animalzinho e firmam um termo de posse responsável.
A Feira tem outras atrações, que incluem desde a venda de utilitários para os pets com preços diferenciados e de camisetas e bonés da própria ONG até orientações sobre adestramento com voluntários especialistas no tema. Por isso, para além das adoções, as Feiras da Abaré se transformaram em uma gostosa opção de final de semana.
A cada adoção concretizada, soa o sino da Abaré, simbolizando que mais um animalzinho conquistou sua família. Um momento que merece mesmo ser comemorado e emociona a todos os presentes. Participe!
Maiores informações: Associação Abaré de Proteção Animal – telefone: (48) 9931-9758

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