• Postado por Tiago

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Obra do hospital vai voltar a ser o assunto na câmara de Balneário

A chefona da Organização Mundial da Família, a WFO, Deisi Noeli Weber Kusztra, responsável pela construção do polêmico hospital Ruth Cardoso, de Balneário Camboriú, tá sendo apontada como uma baita caloteira. Ela taria com dois processos no lombo por estelionato. É acusada de desviar grana de quando tava à frente de uma associação do Paraná e de desaparecer com R$ 6 milhões da construção de um hospital em Sergipe.

Deisi terá que acertar as contas com a justa de Curitiba com relação a um processo de 2004. Pela acusação, a mulé teria desaparecido com R$ 592 mil em cheques quando era diretora geral da associação Sazza Lates.

A atual mandachuva da WFO encabeçou a entidade filantrópica de 1987 até 2000. A denúncia partiu de Paulo Azzolini, o cara que assumiu o posto no lugar dela logo em seguida.

Além desse bafão, Deisi também é acusada de desaparecer com R$ 6 milhões da obra de um hospital que foi construído em Sergipe. Pelas acusações, em 2003, quando já tava à frente da WFO, encabeçou a construção da uma unidade de saúde igual a que rola agora em Balneário. No entanto, por lá, a prestação de contas não teria fechado e parte da verba da construção teria sumido.

O assunto veio à tona semana passada depois que o governador de São Paulo, o tucano José Serra, foi até Genebra receber da chefe da WFO um prêmio pelo trampo que fez quando era ministro da saúde. Jornalistas de Sampa começaram a mexer os pauzinhos e desenterraram os podres da mandachuva da organização.

O vereador da oposição, Fabrício Oliveira (PSDB), ficou sabendo do bafafá pela internet e tratou de ligar pra Deisi. Na defesa da mulé, afirma que tem visto que a prestação de contas do hospital de Balneário tá em dia. ?O município notificou ela um tempo atrás, mas ela já encaminhou (a prestação de contas) e encaminha agora novamente?, garantiu.

Fabrício afirma que tá sendo solicitada novamente à chefona da WFO a prestação de contas da obra do hospital. ?Por enquanto, quem está devendo ao hospital é o município. Porque lá dentro, que era função da WFO, ele tá pronto?, alfinetou.

Explicações

De cabelo em pé com o falatório, Deisi Kusztra afirma que as acusações são intrigas de politiqueiros desocupados. ?Só tenho uma palavra pra dizer: mentira?. Explica que, quando saiu da diretoria da associação Sazza Lates, o diretor que assumiu no lugar dela fez de tudo pra meter um monte de bronca no seu lombo. ?Em 2004, o presidente deu o desfalque na associação. Pra encobrir o seu desfalque, fez uma solicitação judicial pra que eu prestasse contas do ano de 2000?, conta. Ela diz que nunca foi ouvida pela justa sobre isso. ?Ele vai ter que se retratar e me indenizar de acusações falsas?, lascou.

Com relação ao possível desaparecimento de R$ 6 milhões da construção de um hospital em Sergipe, Deisi explica que é a mesma questão que rola hoje na Maravilha do Atlântico. Afirma que entregou a obra numa administração, mas o outro prefeito que assumiu em seguida não quis abrir o hospital.

Na época, enquanto rolava o processo, a WFO até teve que apresentar uma prestação de contas do que foi feito. ?Até hoje a WFO não recebeu nenhuma reprovação, pedido de explicação nem do MP e nem do tribunal de contas?, explica.

Pra botar todo o assunto em pratos limpos, a dotôra estará na sexta-feira em Balneário e vai usar a tribuna da câmara de vereadores pra sisplicá. Ela afirma que trará os papéis detalhados com os custos de abertura do hospital municipal e irá entregar aos vereadores e ao ministério público. O prefeito Edson Periquito preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

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