• Postado por Tiago

No ano passado, os cheques representaram 3,2% das movimentações bancárias, informa a federação Brasileira dos Bancos (Febrabam). Em 2000, essa participação era de 13,5%. “O cheque está cada vez mais em desuso. A tendência é o dinheiro de plástico”, diz José Francisco Zimmermann, gerente regional de atendimento para o Vale do Itajaí da Caixa Econômica Federal. O tal dinheiro de plástico a que Francisco se refere é o cartão eletrônico.

As estatísticas confirmam as palavras de Francisco, que começou a carreira de bancário há 27 anos, quando ainda nem existiam os cartões magnéticos no sistema financeiro brasileiro. No ano passado, 1,94 bilhões de relações comerciais no Brasil foram feitas com a utilização do cheque. Achou muito? Então veja os números dos cartões: 2,1 bilhões de transações com cartão de débito e 2,48 bilhões com cartões de crédito.

Para o bagrão da Caixa, a razão é simples: “As pessoas optam pelo cartão pela praticidade e segurança”. Francisco garante que é muito mais difícil ser vítima de fraudes com cartão do que com cheque. “O talão de cheques você pode perder, pode ser roubado, há ainda as canetas que apagam”, exemplifica.

Além disso, lembra, o custo do cartão é menor que o do cheque. “Se você fazer 100 transações com cartão não paga. Se for fazer 100 transações com cheques com valor inferior a R$ 100 ou superior a R$ 5 mil vai pagar taxa para cada uma das vezes”, ressalta.

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