• Postado por Tiago

Multilog é a primeira empresa do Brasil a usar a engenhoca

A GTT, empresa de Palhoça, na grande Floripa, aproveitou a muvuca da Trade Summit, que acontece até hoje, em Itajaí, pra lançar no mercado uma tecnologia de controle de transporte e estocagem de contêineres vira frequência de rádio. A engenhoca permite identificar a procedência e o conteúdo do contêineres, definir o melhor lugar para seu armazenamento num pátio e localizá-lo em poucos segundos. Tudo através de um chip colocado nos contêineres e interligado a uma pequena central e aos guindastes que operam no porto.

Uma demonstração no porto seco da Multilog, que fica às margens da rodovia Antônio Heil, marcou o lançamento. Chamado de RFID, o sistema promete agilizar o trampo de transferência e movimentação de contêineres e reduzir custos operacionais. A Multilog começou a instalação do RFID há dois meses e é o primeiro porto seco do país a usar a nova tecnologia. ?O uso do software vem como um diferencial no mercado. Para os clientes proporcionará maior segurança e tranquilidade, além de agilidade nas operação de cargas?, diz Eclésio Silva, diretor do porto seco.

Como funciona o sistema

A engenhoca é mesmo coisa de professor Pardal. Tudo começa quando o contêiner é descarregado do navio. A ele é colado um chip em forma de adesivo. O chip contém todas as informações da carga, como peso, conteúdo e procedência. Através do chip, também é possível definir onde o contêiner será depositado. Quando o caminhão chega no pátio do depósito de contêiner, em menos de um décimo de segundo todas as informações são transmitidas por onda de rádio a uma central.

Além de oficializar a entrada da mercadoria, o sistema também já define qual o melhor lugar do porto seco para depositá-lo. Como capricho, ele pode ser adaptado aos guindastes móveis reach stacker, que fazem o empilhamento dos contêiners. Ligado a um GPS, aparelhinho que determina a localização através de satélites, o manobrista do quindaste saberá exatamente onde colocar o contêiner, sem precisar ficar quebrando a cabeça no labirinto dos pátios de depósitos.

As vantagens

O Brasil tem hoje aproximadamente sete milhões de contêineres sendo levados pra lá e pra cá. Os portos secos, como a Multilog, são responsáveis por 30% dessa movimentação. Os sabichões da GTT prometem agilização nos trampos através da instalação do sistema RFID. ?Essa tecnologia beneficiará todo o segmento logístico nacional?, sigaba Guido Dellagnelo, diretor da empresa.

A grande vantagem estaria na redução do tempo de movimentação dos contêineres e do tempo de espera dos caminhões de transporte na entrada e saída dos depósitos. Como as informações são mais precisas, também reduziria possíveis erros humanos, tanto na hora de fazer a leitura da carga e informá-la ao sistema quanto na hora de depositá-la nos pátios.

O tempo de colocação e retirada dos contêineres no pátio também seria reduzido. Tudo isso tornaria mais rápida a operação de movimentação, agilizaria e daria mais segurança aos sistemas de cadastro e economizaria combustível.

O funcionamento da engenhoca

No porto

O contêiner sai do navio e já recebe a etiqueta com um chip. Nele estão todas as informações sobre a mercadoria

No depósito

Quando o caminhão chega no porto seco, em menos de um décimo de segundo o chip envia por onda de rádio todas as informações do contêiner. Isso evita espera e fila de caminhões nos portos dos depósitos

No pátio

Se ligar o sistema aos guindastes reach stacker, os manobristas não vão precisar ficar quebrando a cabeça, pois saberão exatamente onde depositar ou onde estão os contêineres para serem retirados. Para isso, usam um GPS que informa exatamente a localização do contêiner do pátio.

  •  

Deixe uma Resposta