• Postado por Tiago

Com quatro filmes programados, o ciclo de maio de cinema francês da Fundação Cultural Badesc abre nesta segunda-feira (4), às 18h30, com O fundo do ar é vermelho, de Chris Marker. Rodado em 1977, o longa revê o Maio de 1968 francês em outros movimentos políticos ocorridos na época pelo mundo.

No ciclo de maio há ainda outro título da década de 70. Stavisky, dirigido por Alain Resnais, é 1974. É um filme com aventura, drama, paixões e a saga política, à qual empresta patético relevo a figura de um personagem inesperado – Leon Trotski, então exilado na França.

De 1981 há uma co-produção França-Senegal. O longa Jom ou a história de um povo, dirigido por Ababacar Sam Makharam, é um filme que fala de opressão, crença e memória. 

O ciclo será fechado com uma produção recente. Ma fé, de Roschdy Zem, é de 2006 e narra a vida de um casal formado por um mulçumano e uma judia.

A parceria entre a Fundação Cultural BADESC e a Aliança Francesa exibe filmes franceses e francófonos. As sessões são gratuitas e acontecem todas as segundas-feiras no auditório da fundação, na rua Visconde de Ouro Preto, 216, centro, Floripa, fone: (48) 3224 8846. A entrada é na faixa.

Dia 4

O Fundo do ar é vermelho (Le Fond de L’Air est Rouge), França, 1977. Direção: Chris Marker. 

As esperanças e as decepções suscitadas pelos movimentos revolucionários de 68 no mundo inteiro. Desde o regime chinês ao cubano, passando pela Primavera de Praga ou os movimentos estudantis e operários franceses, Marker nos relembra constantemente que não se pode simplificar o que nada tem de simples: as manifestações populares, os movimentos da política, os rumos incertos da História e da sociedade.

Dia 11 

Stavisky (Stavisky), França, 1974. Direção: Alain Resnais.

 Enquanto Trótski obtém asilo político em território francês, o industrial e escroque Serge Alexandre, na pele de Stavisky, com seu charme e talento irresistíveis, consegue estar sempre cercado de muitos amigos, dentre eles membros influentes da elite industrial e política francesa do começo dos anos 30. Mas, quando seu grande golpe, envolvendo milhões de francos, é exposto, o resultado é um escândalo que quase leva a uma guerra civil. Prêmio de Melhor Ator para Charles Boyer no Festival de Cannes, 1974. Com Jean Paul Belmond e Gerard Depardieu

Dia 23

 Jom ou a história de um povo (Jom ou l’Histoire d’un Peuple), França/Senegal, 1981. Direção: Ababacar Sam Makharam.

 O Jom é a origem de todas as virtudes, a dignidade, a coragem, uma certa beleza do gesto, a fidelidade do compromisso, o respeito pelo outro e por si mesmo. Klaly, o feiticeiro africano, encarnação da memória africana, atravessa as épocas para ser uma testemunha da resistência à opressão: a que opõe o colonizador ao povo escravizado, o senhor ao criado, o patrão aos operários.

 Dia 25 

Ma fé (Mauvaise Foi) – França, 2006. Direção: Roschdy Zem

 Clara, judia, e Ismael, muçulmano, são um casal feliz até o dia em que ela engravida. A relação do casal passará, então, por duras provas e terá de achar seu caminho entre o peso das tradições, os reflexos de identidade e outras pressões familiares.

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