• Postado por Tiago

Manezinha de 90 anos

Lá pelos idos de 1919, no dia 8 de agosto, na comunidade Saco dos Limões, em Florianópolis, nascia Maria Silveira, filha de Quirina Joaquina da Conceição e Inácio Justino da Silveira. Naquele tempo nem se sonhava com o aterro da baía sul e tantas outras modificações na Ilha de Santa Catarina. Nem tão pouco existia ponte ligando a ilha ao continente. O transporte era feito de balsa. Três anos depois, em 14 de novembro de 1922 é que o Governador Dr. Hercílio Luz dá início à monumental ponte – que ganhou seu nome – concluída e inaugurada no dia 13 de maio de 1926. Aos 10 anos, a menina Maria passa a morar com os pais no Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul. Aos 20 anos muda-se para Itajaí e foi trabalhar com o irmão e a cunhada num Bar e Café no Mercado Público. Foi ali que conheceu o jovem Emídio de Souza Soares que lhe fez agrado. Ela era noiva e não pode corresponder à simpatia do moço. Emídio não se frustrou e disse que casamento se desfaz até na porta da igreja. Deixando seu nome e endereço, despediu-se, voltando para sua profissão de marítimo. Pois não demorou, houve um impasse e o noivado de Maria foi desfeito. Logo ela escreveu pra ele aceitando ser sua namorada. O inusitado foi que ficaram namorando por carta e só se reencontraram quando ele veio para casar. Isso durou um ano e pouco até no dia 29 de julho de 1942 quando se uniram pelo laço do matrimônio. Ela passou a chamar-se Maria da Silveira Soares. O casal teve nove filhos que renderam 28 netos e 24 bisnetos. Estão aí os filhos Emídio, Valda, Vanir, Valma e Vilma. Os outros quatro: Valter, Vanda, Valdecir e Valdir já não vivem.

Foi um casamento feliz, mas durou relativamente pouco (perto de 30 anos), pois o destino estava traçado para Emídio que sofreu um desastre automobilístico tirando-lhe a vida aos 56 anos de idade. Ele entrava na BR 101 com o seu Gordini quando foi colhido por um caminhão.

Viúva há 39 anos, Dona Maria curte as lembranças do marido, vivendo em sua modesta casa na praia da Fortaleza, em Armação de Itapocorói, no mesmo chão onde mora desde quando casou. No sábado, oito de agosto, comemorou 90 anos de idade com uma bela festa em família. Lúcida e bem disposta, narra os fatos de sua vida, com detalhes pitorescos. É uma das pessoas mais idosas do município de Penha.

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