• Postado por Tiago

Lucineia de Castilho, 20 anos, diz que se sentiu humilhada pelo empresário Bento Fabio Tomé, 29 anos, dono da loja Fábio Festas, que fica na Estefano José Vanolli, no São Viça, em Itajaí. Ela diz que foi expulsa da loja e xingada de tudo quanto era palavrão.

Lucineia conta que pretendia fazer uma festinha pro filhote de dois anos no dia 28 de agosto. Para isso, contratou os serviços da empresa de Fábio pela metade do preço. Ganhou o arrego porque sua irmã trabalhava na loja, na época em que fez o contrato.

A mana de Lucineia acabou saindo da empresa por problemas com o patrão, o que fez com que Fábio não quisesse mais dar o desconto. Lucineia disse que o dono da empresa também ficou com raiva porque sua irmã entrou na dona justa trabalhista contra ele. “Ele misturou as coisas”, acredita a leitora.

Depois de muito rolo, os dois concordaram em fazer a festoca pelo preço normal, R$ 280. Ela já havia adiantado R$ 140. Quando Lucineia foi ver o contrato, acabou descobrindo que no documento não constavam dois brinquedos anunciados na oferta do serviço. Ela acabou decidindo cancelar de uma vez por todas os serviços da firma. “Ele disse que no dia da festa não ia me dar a chave. Fiquei com medo”, justifica a leitora.

No dia em que Lucineia resolveu cancelar a festa, Fábio teria dado feito a primeira sessão de grosserias. “Ele me chamava de mentirosa e dizia que meu filho era um besta”, afirma.

Na quarta, ela foi na loja cobrar o que Fábio tinha acertado quando o contrato foi cancelado: pegar em mercadorias o equivalente à metade do dindim que já tinha pago. A cliente queria levar balões, mas Fábio teria dito que só daria a decoração da festa. “Ele não tinha falado nada disso. Pra que eu ia querer a decoração se eu não ia mais fazer a festa?”, sintizica.

A polícia foi chamada por Lucineia anteontem depois de muitos bate-bocas. O empresário e mais dois outros homens que trabalham na loja a teriam expulsado de lá quase aos tapas. “Eles mancharam a minha imagem, me ofenderem, me humilharam. Um deles me empurrava com a mão pra eu sair da loja”, contou.

O dono da Fábio Festas ainda teria rasgado o contrato antes dos policiais chegarem. Na frente deles, teria alegado que não existia papel nenhum e deixou Lucineia com cara de tacho.

A consumidora foi orientada pelos homidalei a dar queixa contra Fábio. Na delegacia, ela ainda ficou sabendo que o cara tinha mais cinco BOs nas costas por ter ameaçado outros clientes. “Ele é louco”, concluiu Lucineia.

Uma história bem diferente

O empresário nega as acusações de Lucineia e diz que foi a cliente quem provocou toda a muvuca em sua loja, na tarde de quarta-feira. “Ela veio aqui, xingando meus outros funcionários”, contou.

Fábio nega também que tenha xingado o filhotinho de Lucineia. “Meu Deus, é uma criança de dois, três anos, eu jamais faria isso. Trabalho no ramo há nove anos e até já fui premiado como empresa destaque”, afirma, completando: “Ela é que ficava falando assim pra criança: ‘Filho, a mãe vai botar eles no pau e vai tirar tudo o que eles têm’”.

A devolução da grana em materiais de festa foi um arrego que Fábio teria dado para a moça. “A gente informa sempre antes de que quando há um cancelamento, devolvemos metade do dinheiro. Mas no caso dela, por ser conhecida, a gente devolveu metade e a outra metade seria em peças de decoração”, explicou. Lucineia apareceu na loja, conta o empresário, exigindo balões e fazendo a muvuca.

Para Fábio, todo o bafão porque porque a moça tem uma irmã que trampava na loja, não tá mais lá e ainda entrou com uma ação na justa pedindo R$ 3 mil. “Mas ontem fomos na audiência e ela perdeu”, informa o empresário.

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