• Postado por Tiago

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O povão tava revoltado porque não queriam devolver nem o dinheiro nem os documentos

O que já era esperado rolou ontem em frente ao despachante Gil, que fica na avenida Sete de Setembro, centrão de Itajaí. A clientela lesada pelas tretas da empresa se revoltou e fez a maior muvuca no final da tarde. Teve até polícia por lá e as portas do estabelecimento tiveram que ser fechadas por conta dos ânimos alterados.

O peixeiro E.P.N., 28 anos, foi quem chamou a PM, que chegou numa baratinha com sirene ligada e tudo. O cliente cansou de ser enrolado e decidiu fazer justiça pelos seus direitos. ?Eu só procurei o serviço de transferência e estou esperando por isso há um mês. Hoje vim pra resgatar o meu documento, que não está pronto ainda e eles simplesmente negaram?, bufou.

E. diz que nem queria mais saber da grana investida no despachante Gil, só queria parar de se incomodar. ?A minha intenção era resgatar os documentos e levar em outro despachante pra resolver isso de uma vez, mas meus documentos estão retidos por eles. Um absurdo?, lasca.

O pior aconteceu com o marido de Priscila Lima Teixeira, 26, [a mesma da reportagem da página anterior, que tava precisando de um alimento especial para o filho]. O cara, que trabalha com a caranga própria na instalação de telefones, teve o veículo apreendido ontem pela polícia de Blumenau porque o documento tá em atraso. ?Ele me ligou desesperado dizendo que havia levado uma multa e o carro estava apreendido. Teve que arrumar uma carona pra voltar pra Itajaí?, conta a esposa.

Priscila relata que a entrada dos documentos no despachante Gil foi feita no mês de julho e até agora nem sombra da documentação pronta. O serviço, no valor de R$ 1,2 mil, já foi pago, mas só ontem ela descobriu que nenhuma taxa foi paga no Detran, o órgão de trânsito do estado.

Explicação pra PM

Um rapaz que se identificou como filho do despachante Gil disse que não poderia atender a reportagem por conta da muvuca. Mas explicou aos policiais que foram ao local que seu pai havia feito um contrato de arrendamento com um dos funcionários, que acabou passando a perna em todo o mundo. O funcionário safado embolsava a grana e não efetuava o pagamento das taxas.

O filho do proprietário garantiu aos PMs que os casos estão sendo resolvidos, mas que não há bufunfa em caixa o suficiente pra pagar de uma vez só todas as taxas pendentes.

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