• Postado por Tiago

Divina festa do divino

A cada ano a Festa do Divino Espírito Santo, na Penha, vem crescendo e ganhando notoriedade, mostrando sempre inovações em seu estilo, sem, contudo, alterar os princípios tradicionais. Dentre as demais comemorações de Pentecostes, Penha mantém característica diferenciada, chegando este ano a Festa de número 173. Claro que o sentido é o mesmo, porém a parte folclórica e as alegorias é que são atrações especiais.

Este ano, foi admirável o requinte e a primazia em tudo, a começar pela decoração tanto da igreja como do salão onde mais de três mil pessoas se deliciaram no domingo 31/05 e quase outro tanto na segunda-feira 1ºde junho, quando foi entregue a Coroa ao novo Imperador para o ano 2010. Com extrema dedicação, o casal Aluana e Reinaldo Pivatto priorizaram o sentido religioso de todo o cerimonial desde a visita aos empregados até o momento final das celebrações. Mas a organização merece um elogio à parte.

Os milhares de convidados foram recebidos nas amplas dependências da Sociedade Amigos de Penha que foram ricamente ornamentadas, ostentando motivos alusivos a Pentecostes. Muito agrado, simpatia e descontração. Um ambiente verdadeiramente familiar.

Na missa festiva, a animação ficou por conta do Grupo de canto do Santuário Nossa Senhora dos Navegantes; na missa de entrega da Coroa ficou a cargo de Daniel e seu Grupo, de Gravatá; nos salões quem comandou foi a inimitável Giza Carla com seu Musical G4.

Mas a Festa do Divino, na Penha, tem algo mais – indispensável – que são os Foliões. Zé Olavo comanda o grupo e coordena o ritual de forma tão brilhante que domina e empolga. Conta com os treinados companheiros: Nino, Jorge, Domingos Bejú, Passinho, Roberto Leite. Nino e Jorge são mestres-foliões e todos cantadores desse ritual centenário, cuja música nasceu de forma única e de autor desconhecido, aonde os repentes se encaixam de forma sincronizada.

Pelos registros, a primeira Festa do Divino na Penha foi realizada em 1836, quando ali foram entronizados a Coroa e o Cetro. A primeira capela a Nossa Senhora da Penha foi erigida em 1825, transformada em Paróquia pela Lei Provincial Nº 109, de 26 de março de 1839. A jurisdição paroquial teve abrangência nas comunidades de Navegantes e Piçarras. Por isso, ainda hoje as duas paróquias vizinhas fazem parte da Festa do Divino na Penha.

Doze nomes compõem a lista de candidatos a Imperador, entrando um novo a convite do que for sorteado para a Festa do ano seguinte.

A exemplo deste ano de 2009, tamanha multidão é difícil reunir em cerimônia semelhante na região. Pelo requinte, beleza e devoção, foi realmente uma DIVINA FESTA DO DIVINO.

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