• 17 jun 2009
  • Postado por Tiago

“Se não fizer [mudanças], Sarney não será presidente por muito tempo”

Senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, sobre os escândalos no Senado

Até o TCU tem obra sob suspeita

O Tribunal de Contas da União, que ameaça punição aos desmandos do Senado Federal, tem seus próprios escândalos: as obras do Anexo III do TCU foram suspensas em novembro e estão abandonadas até hoje. O Tribunal é acusado de pagar 52% dos R$ 65,2 milhões contratados e ter recebido apenas 40% da obra. Mas, em nota, o TCU garante que só pagou o que “efetivamente o que foi executado”.

Multa

Após atestar irregularidades nas obras do Anexo III, o TCU cancelou o contrato com a UNI Engenharia e multou a empresa e fará nova licitação.

Zorra total

Lula vai estrear em breve coluna nos jornais e depois terá blog. Se escrever “espontaneamente” como fala, vai concorrer com o “CQC”.

Lição de anatomia

O contribuinte eleitor engolindo sapo do senado todo dia, e o primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI), reduz o estômago…

Pé-de-gelo

Desde o fatídico abraço do presidente Lula, em 12 de maio, Ronaldo se machucou, não fez mais gols e ainda engordou mais um pouco.

BH: licitação provoca desconfianças

A prefeitura de BH abriu licitação de propaganda. O prefeito Marcio Lacerda (PSB) concentrou toda a verba da administração direta em uma conta de R$ 25 milhões, mas o mercado não parece interessado no assunto, apesar do tamanho do pão de queijo. É que as empresas estão desconfiadas da influência do publicitário Cacá Moreno (cuja agência cabe dentro da própria pasta). Ele é “Lua preta” desde o início da gestão.

Otimismo

O Ministério da Saúde vai pagar R$ 50 milhões por 800 milhões de camisinhas da Índia, Malásia, Coréia do Sul e Tailândia.

Cortina de fumaça

Enquanto a droga de ministro Carlos Minc fazia apologia da maconha, o governo definia 52 usinas nucleares no País até 2050.

Voa, Zé, voa

O vice José Alencar não se intimida com o câncer. Agendou viagem para a Rússia em julho. Encontrará o primeiro-ministro Vladmir Putin.

Uma África

Deixa o homem viajar: Lula vai ao congresso da União Africana, em 1° de julho na Líbia, onde será recebido pelo ditador Muamar Kadhafi, cada dia mais parecido com um Michael Jackson travestido de Cauby Peixoto.

Nos olhos dos outros

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que José Sarney deveria ter deixado a política após o mandato presidencial. Exatamente o que dizem seus adversários desde o fim do seu governo no Distrito Federal.

Canseira

Em seu incansável esforço pelo País, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, iniciou seu passeio atual por Lausanne depois foi a Paris. Sua excelência, exausta, ainda volta à Suíça para ir à Basiléia.

Sucata da História

Enquanto armas históricas do Exército brasileiro perigam virar sucata através de portaria, armas antigas e objetos da história americana alcançam altos valores em sites de leilões especializados nos EUA. Uma bandeira confederada foi vendida num deles por US$ 94 mil.

Em forma

Os controladores de vôo do Cindacta IV continuam muito mal pagos, mas ao menos manterão a forma: a Aeronáutica vai gastar R$ 2,4 milhões em um complexo com quadra coberta, pista, academia e até grama sintética.

Nem aí

O ministro Tarso Genro (Justiça) toca o projeto de tornar fato consumado a candidatura ao governo gaúcho, pelo PT, indiferente à advertência de que pode inviabilizar alianças de apoio a Dilma Rousseff para presidente.

Índio quer carteira

Não foi explosão demográfica, mas “carteiráfica”, o salto de dois mil para 17 mil índios em oito anos em Autazes (AM). A Funai dá carteira de graça ou por R$ 20 ou R$ 100, dependendo da cara do “freguês”.

A mamona é deles

O MST embolsou R$ 3,5 milhões do governo Lula para plantar mamona e produzir biodiesel. Ganha um tanque cheio quem conseguir encontrar um pezinho da planta semeada pelo MST em qualquer lugar do País.

Pensando bem…

…no longo prazo, ser amigo de presidente do Senado é querer “”arney para se coçar”.

PODER SEM PUDOR

Saudades dos holofotes

Habituado a aparecer na mídia quando era secretário de Segurança no governo de Fleury Filho, em São Paulo, o deputado Michel Temer (PMDB-SP) estranhou ao trocar de cargo e sumir do noticiário. Certo dia, já secretário de Governo, ele foi a um restaurante e o proprietário perguntou, na dúvida:

– O senhor não era o Michel Temer?

– Era – respondeu, desolado.

Com Teresa Barros e Tiago de Vasconcelos

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