• 02 jul 2009
  • Postado por Tiago

“[O PSDB] quer ganhar o Senado no tapetão”

Presidente Lula, ao criticar a oposição no Senado, após os escândalos mais recentes

Planalto admite Maciel presidindo o Senado

A prioridade de Lula é “salvar” a presidência de José Sarney do Senado, mas já admite a articulação de um acordo político como há muito não se vê no País, elegendo um senador de oposição “confiável e não-golpista”. O substituto de Sarney seria Marco Maciel (DEM-PE), a quem caberia ocupar a vaga de Eros Grau no Supremo Tribunal Federal, em agosto de 2010. Maciel é professor titular da Faculdade de Direito da UFPe.

Renúncia no STF

O Planalto dá como certa a renúncia do ministro Menezes Direito do STF já em agosto, no máximo em dezembro, para cuidar da saúde.

Antecipação

O ministro José Antonio Toffoli (AGU), que sonha com a vaga de Eros Grau, seria nomeado para o STF antes, no lugar de Menezes Direito.

Cirurgia complicada

Carlos Alberto Menezes Direito, 67, a mais recente nomeação para o STF, submeteu-se a uma complicada cirurgia no pâncreas, em maio.

Oposição feliz

Pelo acordo, Marco Maciel não tentaria a difícil reeleição para o Senado, facilitando a reeleição de outro “confiável”, o tucano Sérgio Guerra (PE).

Sarney sabe o caminho das pedras

A crise do Senado não é o primeiro trauma na vida do ex-presidente José Sarney: o ônibus em que visitava o centro do Rio, em 1987 foi apedrejado pela multidão aos gritos de “salafrário, está roubando o meu salário”. Na manifestação, organizada pelo PT, CUT e PDT, que agora o defendem, ele feriu levemente a mão. Meses antes, um “badernaço” contra o Plano Cruzado II paralisou Brasília, com saques e depredações.

La vie em rose

Além do chanceler, Lula levará ao passeio a Paris, dias 6 e 7, Tarso Genro (Justiça), Franklin Martins (Propaganda) e Juca Ferreira (Cultura).

Desnecessário

Seguranças do Congresso se dedicaram ontem ao seu esporte favorito: dar sopapos em jornalistas. Agrediram Danilo Gentili, do CQC, da Band.

Espécie em extinção

Lula escapou de um grande mico no encontro da União Africana, na Líbia de Muamar Kadafi: o porralouca Mahmoud Ahmadinejad não apareceu.

Gesto significativo

O presidente Lula viajou, mas fez um gesto importante: mandou que seu secretário particular, Gilberto Carvalho, acompanhasse a ministra Dilma Rousseff na conversa solidária com José Sarney, presidente do Senado.

Hélio na frente

O ministro petista Patrus Ananias (Fome Zero) começa a tirar o cavalinho da chuva: Lula avisou que a prioridade é garantir palanque para Dilma Roussef no Estado, apoiando Hélio Costa (PMDB) para governador.

O nunca é aqui

Michel Jackson morreu sem saber: a Terra do Nunca existe, e é no país onde 11 milhões recebem Bolsa-Família sem trabalhar. E os que ainda trabalham podem ter a jornada reduzida de 44 para 40 horas semanais.

Olha quem fala…

Pegou mal o presidente Lula dizer no jornal Zero Hora que a ministra do Supremo, Ellen Gracie, perdeu a vaga na Organização Mundial do Comércio por “falta de estudo”. Mas ele se elegeu presidente…

Na santa paz

O Vaticano aposentou por idade o bispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, 76, que excomungou mãe e médicos pelo aborto de uma menina de 9 anos, estuprada pelo pai. Vai excomungar o gato.

Um big bandido

O secretário de Justiça britânico, Jack Straw, negou liberdade condicional ao mentor do “roubo do século”, o inglês Ronald Biggs, 79, e muito doente. Se continuasse no Brasil, acabaria “refugiado político”.

Aposentadoria de médicos

O Sindicato dos Médicos de Santa Catarina obteve decisão favorável do Supremo Tribunal Federal para aposentadoria especial da categoria no serviço público, criando importante precedente para todos os servidores.

Só ficou ele

A droga de ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) comemorou a saída do colega Mangabeira Unger, que estaria interferindo em assuntos da Amazônia. E era seu concorrente no quesito “o mais exótico” do governo.

Bestiário brasileiro

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, acha que o pai é “bode expiatório”. Seria o primeiro exemplar com bigode da espécie.

PODER SEM PUDOR

Sargento eleitoral

Candidato ao governo do Tocantins em 1994, Siqueira Campos chegou à cidade de Combinado para um comício, mas um sargento da Polícia Militar vetou o ato público: alegou que àquela hora, final da manhã, o ato era proibido. Não adiantaram as alegações, o homem estava irredutível.

– O senhor é um péssimo cabo… – murmurou Siqueira.

– Não sou cabo, sou sargento! – queimou-se o homem.

– Sargento nada, é cabo. Cabo eleitoral dos meus adversários!, encerrou o candidato.

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