• 15 jul 2009
  • Postado por Tiago

“Eu vou fazer, eu vou ajudar a eleger a minha sucessora”

Presidente Lula, logo depois de ter dito que não pode falar sobre as eleições de 2010

Anulação: cada senador perdeu seis assessores

A anulação dos 663 “atos secretos” do Senado Federal, determinada pelo seu presidente, José Sarney, extinguiu a criação de seis cargos de assessores para cada gabinete de senador. Assim, foram canceladas as nomeações de 486 assessores. Outros “atos secretos” anulados expõem a anarquia administrativa no Senado, como a resolução que prorrogou o funcionamento de uma certa “Comissão de Finais de Semana”.

‘Polícia’ extinta

Foram anulados por José Sarney “atos secretos” criando a “Secretaria de Polícia do Senado” e transformando três servidores em “policiais”.

Conta tucana

Aspone do tucano Arthur Virgílio (AM), Carlos Alberto Nina Neto recebeu mais de R$ 210 mil do Senado, enquanto estudava teatro na Espanha.

Promessa é dívida

Wellington Salgado (PMDB-MG) fez uma promessa: quando terminar o mandato de senador vai cortar o cabelo para “matar o personagem”.

Sob concurso

O Ministério da Saúde está contratando uma centena de servidores, com salários que chegam a R$ 8 mil mensais. Mas são todos concursados.

Dois gaúchos se rebelam contra o Senado

Os advogados gaúchos Irani Mariana e Marco Giordani entraram na Justiça Federal contra a União e os senadores Efraim Morais (DEM-PB), primeiro-secretário, e o ex-presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN), pelo pagamento de horas extras não trabalhadas de 3.883 funcionários durante recesso do Senado em janeiro. O pagamento de horas extras provocou gastos de R$ 6,2 milhões. Os 81 senadores estavam em férias.

Difícil exílio

A polícia alemã está de olho em nova leva de imigrantes ilegais de Minas e Goiás, usando falso passaporte português.

Saída

O vice-governador do DF, Paulo Octavio (DEM), deixará de ser secretário de Turismo do DF. Assumirá Adriano Amaral, seu homem de confiança.

Aviso

O presidente da CPI da Petrobras, senador João Pedro (PT-AM), já avisou: não vai deixar a oposição “politizar o debate” de olho em 2010.

Pavio curto

Sem paciência com a gritaria na reunião, Paulo Duque (PMDB-RJ) deu início aos trabalhos da CPI da Petrobras com bate-boca: cortou Sérgio Guerra (PSDB-PE) e pediu para que se pronunciasse depois, “lá fora”.

Do contra

Senadores da oposição avaliam que deixar a presidência da CPI da Petrobras com o petista João Pedro é uma “tentativa descarada do governo” de sepultar as investigações. Ele sempre foi contra a CPI.

Indicação sob exame

O ministro Nelson Jobim (Defesa) foi à parada militar de 14 de Julho, em Paris, mas antes de viajar enviou à Casa Civil a indicação do seu chefe de Gabinete, Murilo Marques Barbosa, para presidir a estatal Infraero.

Língua morta

Aspones abundam na Agência Nacional de Petróleo, mas o português escasseia: “recursos vultuosos” (sic) e “haviam (sic) representantes” só pioraram a posição do diretor Haroldo Lima contra a CPI da Petrobras.

No bolso do colete

Servidores do Ministério do Meio Ambiente prometem greve a partir de amanhã (16) para que o governo cumpra promessa de “valorização salarial”. O ministro Carlos Minc poderia ajudar com leilão de coletes.

Queima total

Já na porta de saída por decisão unânime do TSE, o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), tenta vender os 40% da companhia estadual de energia ao Grupo Rede, que já controla 60% da empresa.

Valente machista

Com três gatos pingados, o PSOL arde em chamas na Câmara. Luciana Genro (RS) acusa o líder Ivan Valente (SP) de “machista desequilibrado”. O bombeiro, vejam, é o terceiro membro da bancada, Chico Alencar (RJ).

Enganação

Lula sugere que a carga tributária brasileira (35% do PIB), é pequena e cogita aumentar, citando Suécia, Dinamarca e Bélgica, onde a tributação beira os 50%. Mas lá os serviços (e os políticos) são de primeiro mundo.

Feira de inutilidades

Michael Jackson está sob a terra sem cérebro. Pior são as celebridades vivas que aparentemente ainda têm um.

PODER SEM PUDOR

Jânio: bolsos protegidos

Segundo relato do seu biógrafo, Nelson Valente, Jânio Quadros caminhava certa vez com a mulher, Eloá, na rua Costa Rica, na região dos Jardins, em São Paulo, quando foi interceptado pelo inefável Paulo Maluf:

– Oh, meu querido presidente! – gritou, abrindo os braços.

– É o senhor? Causou-me um susto. Pensei tratar-se de assalto – reagiu Jânio, ferino, metendo as mãos no próprio bolso. O gesto foi tão sutil que Maluf não o percebeu. Depois Jânio comentaria com d. Eloá, suspirando:

– Não conheço nada que alcance o senhor Paulo Maluf na honra…

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