• 01 ago 2009
  • Postado por Tiago

“O caso do Arthur [Virgílio] não mais de política, é de psiquiatria”

Senador Renan Calheiros, líder do PMDB, sobre a ameaça do líder tucano de denunciá-lo

Tevê digital pode cair no colo de Sarney

Pode ser anulada na Justiça a opção brasileira pela tecnologia japonesa de televisão digital: o Ministério Público Federal ingressou com ação, já aceita, considerando inconstitucional o uso de decretos e portarias nessa definição. Segundo o MPF, só projeto de lei é aceitável. O impasse pode estancar a crise no Congresso: a tramitação e até a aprovação do projeto depende, em larga medida, do presidente do Senado, José Sarney.

Lobby poderoso

A definição do modelo de televisão digital voltará a mobilizar o lobby das emissoras de televisão, um dos mais poderosos e influentes do País.

Dirceu no comando

Petistas querem José Dirceu de volta ao comando do partido. Na prática, sempre esteve lá. É o verdadeiro líder da chapa de José Eduardo Dutra.

Perguntar não cassa

Por que o PMDB não denuncia ao Conselho de Ética o petista Tião Viana (AC), que fez o Senado pagar a conta do celular de sua filha no exterior?

Faca nos dentes

José Sarney acompanha pessoalmente a elaboração das representações do PMDB contra Arthur Virgílio e Tasso Jereissati no Conselho de Ética.

Arthur e Tasso estão sujeitos a cassação

São importantes as denúncias do PMDB contra os tucanos Arthur Virgílio (AM) e Tasso Jereissati (CE), no Conselho de Ética, porque cria a possibilidade concreta até de cassação de mandato dos senadores do PSDB: a bancada governista soma dois terços do colegiado. E tem maioria do plenário. Pelo mesmo motivo, ao contrário, as acusações contra José Sarney, aparentemente mais graves, não devem prosperar.

Quebra de decoro

Arthur Virgílio permitiu que um aspone morasse na Europa, recebendo salários e até horas extras. A devolução do dinheiro não anula o delito.

Número conhecido

O tucano Arthur Virgílio terá de devolver R$ 210 mil recebidos pelo seu aspone ilegalmente. O valor foi antecipado nesta coluna há quinze dias.

Esperteza indecorosa

Tasso Jereissati é acusado de quebra de decoro por usar créditos de passagens aéreas para abastecer seu jatinho, tudo pago pelo Senado.

Uma boa idéia

Depois que Barack Obama terminou uma polêmica racial com cerveja, no jardim da Casa Branca, Lula deve estar pensando seriamente em criar a “Barraca da 51” nos fundos do “novo” Palácio do Planalto.

Programa vespertino

Pleno horário do expediente, ontem, 15h30, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, fazia fisioterapia no ombro direito e na perna, em uma clínica de Brasília.

O escorpião, outra vez

Outra vez fiel à sua natureza, o “escorpião” Lula picou o presidente do Senado, que não era “pessoa comum”, com “uma biografia” e que não merecia “pena de morte”. Se “picou” da boca pra fora, pega mal também.

Nem pensar

A notícia de que Francisco Dornelles (PP-RJ) estaria sendo considerado pelo PMDB para substituir José Sarney, peca por um erro de princípio: o partido, majoritário no Senado, jamais abriria mão do seu comando.

Lei eleitoral

Com a serenidade e a firmeza características, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, ultima a regulamentação das regras eleitorais de 2010. Incluindo o uso da internet.

Nadando com pé de pato

Mangalô, três vezes. O campeão continua no “Cielo”, até porque nada cada vez mais longe e mais rápido para evitar um “parabéns” pessoal de Lula. Em 2008, denunciou ter sido ameaçado de perder o patrocínio porque não visitou Lula antes das Olimpíadas de Pequim. Fôlego, César!

Cortando qualidade

A Telefônica, empresa espanhola de telecomunicações que também atua na Europa, África, China anunciou que quase 40% do seu crescimento em 2009 ficou a cargo do mercado latino-americano. E às custas dos clientes maltratados pelos seus péssimos serviços, naturalmente.

Fim da mamata

O Ministério da Saúde suspendeu verbas do programa Saúde da Família em quase uma centena de municípios, suspeitos de contratação irregular de pessoal. Tem “profissional” na folha que não sabe aplicar injeção.

Pé (torto) na História

Sugestão ao senador e imortal da Academia José Sarney, autor de “Marimbondos de Fogo”: limpar a biografia com “Presidente de fogo”.

PODER SEM PUDOR

Sem roupas, nem grampo

Advogado de figurões como José Dirceu e José Sarney, Antônio Carlos de Almeida Castro disseca os bastidores da CPI dos Bancos, no livro A Era do Escândalo, de Mário Rosa (Geração, SP), onde atuou como advogado do banqueiro Alberto Cacciolla. Neste país de arapongas, ele fez dois clientes tirarem a roupa para conversar no fim da tarde, com água até o pescoço, na Barra da Tijuca, no Rio. Ele explica por que forneceu os calções de banho:

– Para não incorrer no erro de um ex-governador do Paraná que foi andar na praia com um empreiteiro, que levava um gravador escondido no calção.

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