• 12 ago 2009
  • Postado por Tiago

“O episódio foi superado e vamos conseguir recuperar o diálogo”

Agripino Maia (DEM-RN), mais um que aderiu ao ‘tom conciliador’ no Senado Federal

PSDB recua para tentar salvar Virgílio

O PSDB decidiu recuar, diminuindo o tom dos ataques à José Sarney, numa tentativa de evitar a abertura de processo contra o líder tucano, Arthur Virgílio, por quebra de decoro parlamentar. Ontem até o colérico senador tucano Tasso Jereissati (CE) fez um discurso considerado pelo governo “excessivamente apaziguador”, desculpando-se pela troca de insultos com o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

Prazo final

Hoje termina o prazo regimental para que o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque, decida sobre o processo contra Virgílio.

Faz sentido

A preocupação do PSDB faz sentido: o governo tem maioria no Conselho de Ética e pode punir ou deixar de punir quem quiser.

Claque

Entidades ambientalistas prometem bater tambor Brasil afora se a senadora Marina Silva oficializar a candidatura à Presidência pelo PV.

O barquinho vai…

Agora o drama do governo é ver uma candidata na Marina e a Dilma morrer na praia.

Agências reguladores divergem de projeto

Ao contrário do que afirma o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, não há acordo para votação da Lei das Agências Reguladoras. Há vários pontos discordantes e o principal é o que proíbe a reeleição dos dirigentes. Os diretores da ANP (petróleo), Haroldo Lima, da Aneel (energia), Nélson Hubner, e da Anatel (comunicações), Ronaldo Sardenberg, acham que a proibição faria as agências perder sua memória.

Papai Hugo

Oficialmente, o Itamaraty diz não saber quem paga o passeio de Zelaya, mas é seu chefe, o venezuelano Hugo Chávez, quem banca tudo.

Já era

A nota do Itamaraty sobre o hondurenho Manuel Zelaya, que visita Lula hoje, trata-o como se ainda fosse presidente. Foi deposto há 45 dias.

Fé na sorte

O ministro José Jorge tem um empregaço no Tribunal de Contas da União, mas ontem fez sua fé na loteria, ao sair do restaurante Piantella.

Perguntinha boba

Por que tem de passar pelo deputado José Guimarães (PT-CE), cujo assessor foi preso com milhares de dólares na cueca, qualquer solução de dificuldade no Banco do Nordeste, onde ele nem sequer trabalha?

As palavras voam

O senador Almeida Lima (PMDB-SE), conhecido como Rolando Lero, agora tem concorrente no Plenário: o tucano Arthur Virgílio, que rola um lero todo dia para explicar as despesas ilegais com assessores.

Recomendação

O diretor de Assistência Médica do Senado, Paulo Ramalho, deve recomendar a permanência no cargo do namorado da neta de José Sarney. Dizem que o garoto, seu subordinado, é assíduo e competente.

Jáder de volta

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), terá que rebolar na campanha pela reeleição. O senador Jáder Barbalho ensaia colocar na rua a banda do PMDB para voltar ao governo do Estado.

Alça da mira

O presidente da Hemobras (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), João Paulo Baccara, balança no galho. Já até pediu auxílio aos padrinhos do PT para se segurar no cargo.

Dilma livre

O governo patrocina um amplo acordo para impedir que a imagem da ministra Dilma Rousseff seja associada à crise no Senado ou à CPI da Petrobras. As conversas envolvem as cúpulas do DEM e do PSDB.

Diplomacia da carne

Lula inova em matéria de cerimonial. Para receber o presidente do México, Felipe Calderón, promove um churrasco domingo à noite na Granja do Torto. Sem medo de gripe suína.

É a sua, Excelência!

Um juiz da Vara Empresarial e outro do Trabalho, no Rio, quase saíram no tapa, após cabeludos palavrões no início do mês, numa rua do centro da cidade. Circular sigilosa de desembargador pediu “calma”.

Perguntar não preocupa

E se depois de tanta lama no Senado a candidata de Lula não se eleger?

PODER SEM PUDOR

O drama de Alceni

Mais de uma década depois de descer ao inferno de acusações que em poucos anos se revelariam falsas, o ex-ministro da Saúde, Alceni Guerra, contou o que sofreu pela primeira vez no livro “A Era do Escândalo”, de Mário Rosa. No auge da crise, ele viu sua filhinha de 5 anos desfilar, inocente, diante da escola lotada, numa festa do Dia dos Pais, segurando a obra cruel de uma professora: um cartaz com os recortes das acusações. Alceni não esquece:

– Receber um abraço do Dia dos Pais de minha filha com um cartaz me chamando de corrupto foi a pior coisa que sofri.

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